Judson e Paulão divergem até sobre encontro com Lula
   6 de novembro de 2013   │     19:34  │  1

Costumo dizer que nem tudo que se fala é o que se ouve.

O que o Lula disse no encontro com dirigentes do PT de Alagoas, há uma semana, no dia 29 de outubro, só quem esteve lá sabe de fato. E pelo sabemos estiveram com o ex-presidente  o deputado federal Paulão, o deputado estadual Judson Cabral, o ainda presidente do PT em  Alagoas, Joaquim Brito e a administradora do Porto de Maceió, Rosiana Beltrão.

A imprensa de Alagoas repercutiu o fato a partir de declarações de Judson e Paulão que estão cada vez mais distantes e se enfrentam pela disputa da vaga de Brito no próximo domingo,10.

As divergências dos dois líderes partidários não se resumem apenas a estratégias eleitorais e alianças partidárias. Eles também divergem até sobre o que Lula disse.

Na avaliação de Judson, o ex-presidente estimulou o PT local a lançar candidatos próprios ao governo.

Paulão enxergou outra coisa: “o presidente Lula disse que o partido precisa ousar mais, no entanto, deixou claro que a prioridade é a questão nacional”.

Em outras palavras, Judson defende que o PT encabece ou lance chapa majoritária própria e Paulão acredita que o melhor caminho será uma aliança com o PMDB, “que ajuda na governabilidade”.

 

Quem manda é a militância

 

O PT, diferente de outros partidos, tem líderes, mas não tem caciques. Em última análise, quem vai decidir o rumo do partido em 2014 serão seus militantes, num congresso estadual. No próximo domingo, o novo presidente do partido será eleito por mais de 15 militantes petistas.

Se Judson ganhar, sua tese de candidato próprio sairá fortalecida. Se Paulão ganhar, deve prevalecer a tese da aliança.

“Em qualquer discussão vamos trabalhar com o que a realidade do partido. O PT é o mais querido do Brasil com 32%, tem uma militância aguerrida, um legado histórico, está á frente do governo federal e tem o maior tempo de TV. A gente tem que ter serenidade. Temos de avaliar se o melhor para a reeleição da presidente Dilma Rousseff é a candidatura própria

ou a aliança com partidos da base aliada. Esse debate é legítimo, mas só será levado adiante depois de fevereiro de 201”, defende Paulão;.

Judson acredita que o PT precisa ousar para as eleições do ano que vem: “o ex-presidente Lula estimulou o fortalecimento e o crescimento do partido e não vamos conseguir isso se não tivermos a coragem de ocupar nosso espaço em Alagoas”.

Quem ganha a eleição no próximo domingo? Quem conhece o PT garante que Paulão é favorito,  especialmente pela força da tendência CNB no interiro do Estado. Judson que concorrer por A Mensagem, avisa que uma “virada é possível”.

COMENTÁRIOS
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  1. jose antonio dos santos

    PT, uma história com uma origem bonita, chegou e está no comando do país, agora roubam muito!.

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