ALE vai continuar pagando 600 servidores que não trabalham
   16 de dezembro de 2013   │     22:59  │  3

Estou cada vez mais convencido de que se existe um fundo do poço para a crise do Poder Legislativo de Alagoas ainda tá tão embaixo que não dá enxergar.

Mesmo com todas as denúncias que andam rolando na imprensa e da investigação do Ministério Público estadual e de órgãos federais soube de boa fonte que alguns deputados querem manter regalias de servidores que não trabalham.

Dos 830 efetivos, pelo menos 600 não aparecem na ALE. É gente paga com nossa grana para gastar em shoppings, fazer passeios turísticos ou para luxar em restaurantes caros. Fazem tudo, menos dar um dia de trabalho para justificar a boa grana que recebem. O salário médio na ALE não é nada desprezível: hoje está em R$ 5,5 mil e tem muita gente ganhando mais de 10 mil, de 15 mil e até de 20 mil.

É gente que poderia estar trabalhando na saúde e na segurança, setores mais criticados pelos deputados estaduais e pela bancada federal. Os  deputadosbem que poderiam mandar esse pessoal para ajudar nos srviços burocráticos ou mesmo nos postros de saúde, até  porque tem muitos médios no meio da turma.

Para piorar todo esse pessoal tem as “costas largas” e quem conhece a ALE diz que eles são protegidos de gente poderosa que costuma  frequentar os palácios – da Justiça, do governo, do Tribunal de Contas e por aí vai.

“É muito complicado mexer com esse pessoal, são protegidos de poderosos, por isso que a situação não se resolvem aqui. Se deixaram o dr Fábio (Ferrário) agir isso acaba”, me disse um importante servidor – que trabalha – da Assembleia Legislativa.

Mantendo tudo do jeito que está

A mesa diretora não tem onde botar esse pessoal e tenta cedê-los para o Estado e a prefeitura de Maceió, como informei neste blog na semana passada. Seria se não a solução ideal, ao menos uma satisfação para o contribuinte.

Mas eis que surgem as vozes “discordantes”. Se depender de muitos deputados esses servidores serão distribuídos – na razão de 25 a 30 para cada gabinete. Somando-se os 25 comissionados que tem direito, cada “excelência” teria a disposição 50 servidores para trabalhar numa sala de 30 metros quadrados.

Com se vê alguns dos nossos parlamentares não podem ser culpados de falta de “solidariedade”.

Buraco sem fundo

Se a lei do servidor público fosse aplicada seria fácil enxugar a folha da ALE. Afinal, quem não trabalha perde o emprego, mesmo no setor público. Como a lei não é para todos, a Assembleia Legislativa vai continuar do jeito que está. É provável que os servidores, mesmo se forem cedidos por convênio, continuem recebendo do Legislativo.

Resta saber se a mesa interina vai levar a frente as prometidas medidas moralizadoras, a exemplo da instalação de ponto eletrônico  de câmeras, para “flagrar” quem não trabalha. Falta apenas quatro ou cinco dias úteis de trabalho dos deputados até o final do ano o mais provável é que a mesa diretora afastada reassuma e volte tudo a estaca zero. Até porque não haverá mais tempo este ano para exigir ponto, fazer recadastramento ou fazer a cessão desse pessoal para outros poderes.

Na prática,  a “farra” vai continuar!

 

 

COMENTÁRIOS
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  1. GENALDO ODORICO DE SOUZA

    concordo plenamente. com edvaldo. o problema é que muitas coisas esbarra no sistema, e o “sistema” é muito forte.
    mas estou lhe escrevendo por outro motivo, é sobre subvenção da cana de açucar,conforme foi informado em alguns meio de comunicação, inclusive no seu blog que o pagamento seria feito em duas parcelas, uma em outubro e outra em dezembro.entrei em contato com a coplan e eles informaram que nesse mês não terá nenhum pagamento e não sabem quando vai sair ou se vai sair os pagamentos, pois muitos fornecedores não recebram ainda.

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