Militares descartam nova operação padrão e apostam no entendimento com governo
   26 de janeiro de 2014   │     19:41  │  7

Parece não ter passado de tempestade em copo d’água a ameaça de uma nova operação padrão dos militares. Depois de reunião realizada com o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, coronéis e líderes do movimento passaram a pregar a paciência.

Tudo não passa, aparentemente, de erro de interpretação. O governo já avisou que vai cumprir o acordo e prometeu corrigir a redação de alguns artigos do projeto de lei que garante o realinhamento salarial dos militares, já enviado para a Assembleia Legislativa.

As dúvidas que ainda persistem devem ser esclarecidas numa nova reunião, que acontece no dia 29.  Depois desse novo encontro é que os militares vão decidir se fazem uma nova operação padrão, o que é cada vez menos provável.

Na sua página, a Assomal informa sobre o adiamento da assembleia:

Em reunião no Palácio República dos Palmares, na última quinta-feira (23), à noite, os militares decidiram adiar a assembleia geral, marcada para próxima terça-feira (28), na sede da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), por causa da reunião agendada com o Secretário da Gestão, Alexandre Lages, na quarta-feira (29).

“Ficou decido esperar o Secretário Alexandre retornar de viagem para fazermos os ajustes finais. Só assim marcaremos definitivamente a assembleia geral com a corporação”, explicou o presidente da Assomal, Major Fragoso.

Coronel Ivon pede calma e explica o que foi acertado com o governo

Um dos líderes do movimento dos militares, o coronel Ivon explicou em sua página no Facebook quais eram as divergências com o projeto de lei encaminhado à ALE e o que ficou decidido após a reunião.

“Na última quinta-feira, 23.01, às 18:00h, fomos chamados juntos com os presidentes das nossas associações, a participar de uma reunião com o representante do governador, Secretário Álvaro Machado, provocada pela clara preocupação do Secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares, após encontro com os coronéis, comandantes gerais PM e CBM, comandantes de unidades e representantes classistas pela manhã, no salão nobre da PM, cuja pauta se restringia ao cumprimento parcial do governo no que fora acordado sobre o Projeto da Lei de subsídio(Salário). Durante mais de 5 horas, mostramos todos os pontos que estavam divergentes ao que já havia sido anteriormente definido pelas partes, governo e militares, discutindo item por item. Assim, vejamos:

1. No Art.1º, trata sobre a inclusão do IPCA de 2015, sem constar os seus valores na tabela do mês de maio de 2015:

Resposta do Governo: O secretário da Gestão Pública, que se encontra de férias, fora do país, por telefone, confirmou a sua adjunta, Secretária Ricarda Pontual, na terça, dia 21.01, que realmente estávamos certos, que foi um equívoco e seria corrigido. OK!

2. O Art.2º condiciona o pagamento do salário de 2015 a famosa LRF, o que provocou desconfiança e preocupação dos representantes classistas:

Resposta do Governo: Tal dispositivo é uma exigência legal, pois sem a previsibilidade financeira dos reajustes do salário adaptada a LRF, a lei será nula de pleno direito, cuja previsão só será executada na Lei orçamentária de 2015, já com outro governo. OK!

3. O Art.3º, define o escalonamento vertical, com os nivelamento em desacordo com o que fora negociado, ao invés de 0 a 15 e acima de 15 anos, o projeto traz de 0 a 20 e acima de 20 anos;

Resposta do Governo: O secretário Álvaro garantiu que seria corrigido o artigo deixando da forma que fora acertada nas negociações com o governador. OK!

4. O parcelamento de parte dos 22% em 2014 ( 6 milhões de reais), que seria diluído de abril a dezembro, consta apenas uma parcela, a do mês de abril, na tabela salarial, sendo todo o montante sido impactado no mês de janeiro de 2015, em desacordo com o que acordamos:

Resposta do Governo: O secretário Álvaro Machado explicou que os 6 milhões, no entendimento do governo, daquilo que foi passado pelo secretário Alexandre Lages, Gestão Pública, foram sim distribuídos de abril a dezembro de 2014, uma vez que a tabela salarial a partir de abril, aumenta a folha salarial em 600 mil reais por mês, e que até janeiro de 2015 consome portanto 600 mil vezes 10 (meses) é igual a 6 milhões de reais, tendo sugerido trazer o impacto de janeiro de 2015 para dezembro de 2014, por entender ter acontecido um possível equivoco na interpretação do parcelamento dos 6 milhões em 2014, que para nós militares, o incremento seria escalonado, 1% SOMADO a cada mês, o que geraria um impacto de 14 milhões e não de 6 milhões, conforme o acordado. Ponto de vista que não fora recepcionado pelos presidentes.

Diante do impasse provocado, os secretários Álvaro Machado e Eduardo Tavares, sugeriram, por prudência, aguardarmos a chegada do secretário Alexandre Lages, na próxima quarta, 29.01, que foi o interlocutor e negociador do governo com a categoria, para assim dirimirem esse ponto (parcelamento).  Deixando claro, que após as correções devidas o projeto será encaminhado e aprovado pela Assembleia Legislativa, que será convocada extraordinariamente pelo presidente Fernando Toledo, e em seguida, será implantado o novo salário em folha suplementar a contar de 01 de janeiro desse ano. ÚNICO IMPASSE.

O texto completo do coronel Ivon você lê neste link:  http://blogsdagazetaweb.com.br/edivaldojunior/?attachment_id=5681

 

COMENTÁRIOS
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  1. PMAL Rp

    O grande problema, ao meu ver, é quem vai tomar à frente das manifestações, uma vez que os 3 coronéis que estavam à frente ganharam um cala a boca ganhando cargos de comando… Só sei de uma coisa: quem perde, mais uma vez, é quem está nas ruas, nós, os pracinhas.

  2. observador

    eu aposto com quem quiser.que esse governador vai enrolar,enrolar,enrolar até o ultimo dia do seu governo!e os policias vão ficar novamente chupando dedo.o governador só tá querendo ganhar tempo!se dentro de 7 anos ele não deu aumento, vai dá agora.ele sabe que carnaval vem ai,tem que enrolar mais uma vez, até passar o carnaval,depois vem são joão,vai enrolar mais uma vez e vai enrolando enrolando e enrolando,como fez no final de ano.aguarde e verás!!…..

  3. Subtenente

    PEC-300 já, Mobilização Nacional de todas ás PM e BM, Brasileiros.O Brasil e os Estado têm dinheiro para pagar salários dignos aos Militares e BM do Brasil.

    Mobilização Nacional,PM E BM, PEC-300 Já, ou não haverá copa do Mundo no Brasil este ano de 2014.

    Essa ideia pega, a hora é essa.

    Subtenente
    Pronto par Luta.

  4. Subtenente

    Sr,s Presidente de Associações está na hora de cobrar a PEC-300 do Governo Federal e dos Deputados Federais. PEC-300 já, ou não haverá copa do Mundo no Brasil em 2014.O Brasil e os Estados têm dinheiro par Isso. Mobilização Nacional de todos Militares Brasileiros PM e BM/Al.Podemos sim.

    Subtenente
    Pronto para luta.

  5. Subtenente

    Sr. Secretario Alexandre Lage,vamos resolver isso logo, chega de stress para os Militares Alagoanos.faça a correção dos Projetos com foi acordado em dez/2013, entre Governo, Deputados, Presidentes de Associações, Cel,s e os Militares em Geral.Cumpra o acordo.E fim de papo.

    Subtenente
    Pronto para Luta.

  6. Subtenente

    Sr. Secretario, Alexandre Lages, vamos resolver esse impasse logo, não stress mais os Militares Alagoanos.Chega de conversas, faça a coisa como foi acordado em Dez/2013. Entre Governo, Deputados, Secretários, Presidentes de Associações,Cel,s e os Militares em Geral.Eu estava lá, ouvi e vi.Por favor chega de conversas.
    Sr,s Presidentes de Associações vamos cobrar a PEC-300.Do Governo Federal e dos Deputados Federais. Mobilização Nacional já.Todas ás Polícias Militares e BM Brasileiros, juntos PEC-300 já, ou não haverá Copa do Mundo no Brasil, a hora é essa. O Brasil e os Estados têm dinheiro para isso.

    Subtenente
    Pronto para Luta

  7. Pracinha Ruela

    Mesmo mesmo sabendo das reais intenções do Cel. Ivon, ele surgiu com a postura de um líder, mas agora, depois de várias reuniões com os representante do governo parece que se contaminou com o vírus da corrupção, querendo nos fazer engolir as migalhas sujas que o governo nos oferece.
    Na PMAL, por qualquer motivo, qualquer festa de boneca, é suspensa as férias, já em meio a uma crise o secretário Alexandre Lages inventa de tirar férias!
    Nos chamou de Palhaços!

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