Fora dos trilhos: AL depende de Dilma para recuperar ferrovias
   20 de fevereiro de 2014   │     17:29  │  0

Há quem diga que um dos maiores gargalos do desenvolvimento no Brasil é a logística, em especial a falta de uma boa malha ferroviária.

E de fato o transporte de cargas por trens é até 80% mais barato do que o modal rodoviário. Por isso projetos que dependem em grande escala de transportes, a exemplo de mineradoras, só se tornam viáveis com o uso da malha ferroviária.

Alagoas já teve – esse é o termo – uma boa malha ferroviária, que interligava o estado a Sergipe e a Pernambuco. A ideia era aproveitar a ferrovia que tem pouco mais de 300 km para fazer a interligação à Transnordestina e ao Porto de Suape. Era.

Entregue à a Transnordestina Logística, braço logístico da CSN,  A malha ferroviária de Alagoas foi recuperada em 2010 num investimento de R$ 80 milhões, mas faltando poucos meses para ser reinaugurada foi novamente destruída pelas enchentes.

Recuperar novamente a malha ferroviária de Alagoas custa, pelos cálculos da CSN –a preços de 2011 – pelo menos R$ 100 milhões. A Transnordestina Logística não quis pagar a conta e tentou ajuda do governo federal. A coisa não andou e o trecho da ferrovia que passa por Alagoas foi devolvido ao Governo Federal.

Na prática tudo voltou a estaca zero e Alagoas depende agora do governo federal para ser inserido novamente na malha ferroviária nacional. E é preciso pressa para não correr o risco de inviabilizar projetos como o da mineradora Vale Verde.

Na conversa que Téo Vilela teve com a presidente Dilma Rousseff na última terça-feira, em Maceió, esse foi um dos pontos tratados. O governador pediu que a presidente viabilize a recuperação da malha ferroviária do estado ou que autorize a construção de uma nova ferrovia.

Sem o trem, outros projetos na área de mineração ficam comprometidos e Alagoas fica excluída de um modal de transporte que desponta como o mais importante para viabilizar grandes projetos na região Nordeste.

Dilma Rousseff disse que ia avaliar o problema e prometeu dar uma reposta em breve ao governador. É torcer que o tema não caia, mais uma vez, no esquecimento.