Aécio Neves quer um palanque em Alagoas: e agora Téo Vilela?
   12 de março de 2014   │     18:51  │  1

A missão dada pelo PSBD nacional a Téo Vilela – de arrumar um palanque forte e competitivo para o candidato do partido a presidência este ano em Alagoas – está mais complicada do que parece.

Para isso, Vilela terá que “descartar” de cara dois aliados que já estão com a campanha nas ruas: Benedito de Lira (PP), que vai de Dilma Rousseff, e Alexandre Toledo (PSB), que  está com Eduardo Campos.

Amigo do pré-candidato tucano a presidência,  Aécio Neves, o vice-governador também está com o nome posto. José Thomaz Nonô (DEM), reconhece que Vilela precisa desatar o nó e acredita que o governador fará antes do que se pensa.

“Acho que quanto antes o governador apontar o caminho, melhor. Acredito que ele deve se posicionar já em abril. Esse é o tipo de decisão que não deve demorar muito”, aponta.

Quem também está declaradamente na corrida para consolidar o nome para o governo é o ex-secretário Marcos Fireman, presidente do PSDB de Maceió.

No caso da formação de um palanque que puxe pelo “45” ele tem vantagens e enfrenta,  ao menos nos bastidores, a concorrência apenas do  também ex-secretário Luiz Otávio Gomes .

Para ganhar musculatura, Fireman tem  apostado nas redes sociais, no trabalho interno dentro do grupo do governador e no contato com lideranças do interior. Luiz Otávio está a espera da definição do grupo e já avisou que encara a “missão”.

Panela de pressão

Enquanto Téo Vilela não se decide, seus aliados aumentam a pressão para ganhar força junto ao grupo do governador. Alexandre Toledo está com a cara na TV, em comerciais do PSB e em out doors espalhados pelo estado prestando contas do seu trabalho como deputado.

O senador Benedito de Lira promove, na próxima sexta-feira um café da manhã com lideranças do PP e partidos aliados.

O que os dois querem é a mesma coisa: forçar uma decisão do governador que resulte na unificação da base aliada – o que no cenário  de hoje é quase impossível.

Calendário

Nonô continua convicto de que Téo Vilela fica no governo até o final. “Apesar  dele já ter anunciado, muitos ainda tem dúvidas, por isso ainda existe uma expectativa sobre o prazo de desincompatibilização. Depois de 5 de abril acredito que tanto o pessoal do governo quanto da oposição passa a se  movimentar mais rapidamente”, enfatiza.

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