Destino de João Lyra está nas mãos do presidente do TJ/AL
   21 de março de 2014   │     16:56  │  3

O que vale para o Grupo JL é do que foi decidido pelo titular da Comarca de Coruripe, George Leão de Omena. Em ato publicada no Diário Oficial da Justiça desta quinta-feira, 20, o magistrado determinou a posse imediata do administrador da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A, Ademar Fiel, e o afastamento do empresário João Lyra do comando das empresas.

Para evitar a perda de comando do Grupo JL, os advogados do empresário entraram com recurso especial no Tribunal de Justiça. De acordo com a assessoria de João Lyra foram dois pedidos. “Existe um pedido de recurso especial que deve subir para o STJ e uma medida cautelar em João Lyra pede que a decisão (de falência) seja suspensa até o julgamento na corte superior”, aponta um assessor.

De acordo com o site do TJ, existe uma ação do dia 14 de março ( Processo: 0800814-76.2014.8.02.0900),  classificada como “Classe: Cautelar Inominada”. A Medida Cautelar foi distribuída para a presidência do Tribunal  de Justiça e o relator é o desembargador José Carlos Malta Marques.

Está portanto, nas mãos do presidente do TJ/Alagoas o destino de João Lyra. Se ele acatar o recurso apresentado pelos advogados Carlos Barros Méro e Adelmo Pereira Cabral, o empresário de mantém a frente do grupo até que o STJ julgue o mérito do recurso especial, que tenta reverter a convolação de recurso especial em falência – o que pode levar meses.

Se o desembargador José Carlos Malta Marques não atender o recurso, João Lyra segue afastado da diretoria e a massa falida será gerida pelo administrador Ademar Fiel.

Existe ainda a possibilidade do juiz da Comarca de Coruripe nomear um novo administrador judicial. Isso porque até a tarde desta sexta-feira, segundo apuração do blog, Ademar Fiel ainda não havia assinado o termo de posse. O prazo para que ele assuma o comando da  massa falia, ao lado dos outros gestores judiciais, é de 48 horas.

Sem prazo

Na tarde desta sexta-feira, 21, a assessoria de comunicação do TJ informou que o processo ainda não havia chegado na presidência do Tribunal  de Justiça  – “ainda está no setor de recursos”, explicou uma assessora. Não existe, portanto, prazo para que o desembargador José Carlos Malta Marques decida sobre a questão. Somente depois de receber o processo é que  ele irá  decidir. A decisão, que é monocrática, no  entanto pode sair a qualquer momento.

COMENTÁRIOS
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  1. cal torres

    Há pessoas que acha o quanto pior, melhor, entendo como credor da Laginha, que a cabeça dura do Sr. João Lyra, foi responsável pelo atual situação, a Justiça deu toda a oportunidade na medida do possível e tentou a todo custo preservar a função social do Grupo João Lyra, não havendo outra alternativa, senão a falência.
    Agora tem gente que fala só por ter ódio ao Sr. João Lyra, pense nos empregados, nos pequenos fornecedores.

  2. Ricardo

    Desembargador José Malta Marques
    Não é o destino do Sr. João Lyra que esta em suas mãos, e sim o destino de milhares de trabalhadores, credores, fornecedores, etc…
    Nas mãos do Sr. João Lyra, não há mais possibilidade de recuperação do Grupo JL, que diga o também Sr. Ademar Fiel, que nestes últimos anos como Administrador, não teve nenhuma atitude de confronto com o Sr. João Lyra, para que o mesmo tomasse as decisões certas.
    DECIDA CONFORME A LEI, PELOS TRABALHADORES, PELOS CREDORES, PELOS FORNECEDORES E PELOS MUNICIPIOS E ESTADOS ENVOLVIDOS.

    1. Trabalhador

      Concordo plenamente com você amigo Ricardo,veja este outro comentário de outro amigo:Esclarecendo a situação jurídica:
      Com o não acolhimento do agravo de instrumento que tentava reverter a convolação da recuperação judicial em falência, restou tão somente apelar para o STJ, cujo recurso (REsp) não tem efeito suspensivo da decisão ora prolatada.
      Este tipo de recurso (para o STJ) tem que primeiramente ser acolhido pelo Presidente do TJ de Alagoas, o qual verificará se o mesmo atende aos pressupostos de admissibilidade, e em caso positivo, o encaminha para o STJ. Ou seja, o recurso não é ingressado diretamente no STJ.
      Deste modo, para obter efeito suspensivo no REsp a Massa Falida da Laginha teve que ingressar com uma ação Cautelar Incidental Inominada, a qual ai sim terá como julgador o Presidente do TJAL, o qual durante o processo de admissibilidade acima julgará se conveniente dar efeito suspensivo ao recurso.
      Em caso de concessão ai teremos mais longos anos do JL à frente dos negócios da Massa Falida, para agir como Nero: tocar fogo no que restou.
      E os credores: empregados, ex – empregados, pequenos e grandes fornecedores, bancos, prefeituras, fazenda estadual, municipal e federal, FGTS, INSS etc todos ficarão com o calote, e enquanto isto ele andando para cima e para baixo em suas aeronaves rodeados de capangas oficiais e dos oportunistas de plantão.Caros juizes do TJ e STJ por favor o DR João Lyra não prescisa mais de nada ja conquistou tudo que queria portanto pense em nos os trabalhadores que sofrem na mão desse cidadão.

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