Repetindo 2012, Vilela tende a apoiar dois candidatos ao governo
   28 de março de 2014   │     21:51  │  0

Dois é bom, três é demais. Partindo da premissa de que existe segundo turno, o governador Teotonio Vilela Filho sinaliza para os mais próximos que vai ajudar a montar dois palanques para as eleições deste ano.

Em 2012 a estratégia deu certo em Maceió – quase ao acaso.  Não foi de fato algo pensado para ser do jeito que foi. Na verdade foi mais uma espécie de efeito colateral de uma base, que  apesar de aliada nunca foi unida.

Nem mesmo a vitória do prefeito Rui Palmeira no primeiro turno conseguiu acabar com a divisão. Na verdade algumas “diferenças” só aumentaram. Os grupos continuam tão divididos quanto antes.

Benedito de Lira, Alexandre Toledo, Thomaz Nonô e o PSDB são elos que não conseguem se aglutinar na mesma corrente política.

Caberá portanto ao governador, com a caneta na mão, decidir. Uma coisa Téo Vilela já sabe. Ele não vai conseguir demover “facilmente” as candidaturas de Benedito de Lira e Alexandre Toledo.

Nesse cenário, Viela tem que decidir com quantos palanques vai trabalhar. Ele já disse que quanto menos, melhor. Por isso é possível que o governador trabalhe, no momento, com a formação de dois palanques – acomodando Benedito de Lira de um lado e Alexandre Toledo do outro. Dá para compor com nomes como o de Nonô, João Caldas (que é candidato ao Senado pelo PSD, mas pode ir para a vice), Marcos Fireman e Luiz Otávio Gomes, duas chapas completas.

Num jantar essa semana, em Brasília, o governador avisou que vai apressar o passo e pode começar a mexer nas peças do tabuleiro já em abril.