Juiz determina realização de Assembleia de Credores do Grupo JL
   16 de abril de 2014   │     20:08  │  3

O destino da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A, holding que controla as empresas do Grupo João Lyra, está mais próximo de ser definido.

A partir da decretação de falência, em 19 de fevereiro deste ano, o processo ganhou celeridade. No comando das empresas a cerca de um mês, o administrador judicial Ademar Fiel já começou a tomar algumas medidas – entre elas a demissão de mais de mil trabalhadores.

Muitos dos colaboradores demitidos, no entanto, serão recontratados para garantir a continuidade da operação nas empresas.

Todas as medidas adotadas até agora e pelos próximos dois meses no entanto terão de ser validadas pela Assembleia de Credores – instância máxima que vai definir pela continuidade ou não das operações no Grupo JL

A Assembleia de Credores será realizada até 10 de junho, no máximo, por determinação do Juiz Mauro Baldini, da Comarca de Coruripe.

A decisão está publicada no site do TJ/Alagoas da Internet:

“Nos termos dos art. 36 e seguintes da Lei 11101/2005 , DETERMINO a convocação da ASSEMBLÉIA GERAL DE CREDORES , para que se aperfeiçoe no prazo máximo de 60 (sessenta dias) , em dia e local declinado pelo Administrador Judicial, a qual deverá decidir sobre a ratificação ou a nova composição do colegiado que ficará à frente das atividades empresariais da falida, nos termos do v. acórdão de fls. 17678/17714.  Coruripe , 10 de abril de 2014. Mauro Baldini Juiz(a) de Direito”.

Na mesma decisão do juiz também dá prazo para que João Lyra responda a pedido  de informações, incluindo a  relação de todas as suas posses, em 30 dias:

“JOÃO JOSÉ PEREIRA DE LYRA, já qualificado nos autos, requereu prazo de 30 (trinta) dias para cumprimento das obrigações constantes nas alíneas “d” a “g” do artigo 104, I da Lei 11101/2005, após assinar o Termo de Comparecimento de fls. 17.734 e prestar outras informações do referido dispositivo legal ( fls. 17735 a 17756). Aduziu que o prazo se faz necessário diante do grande volume de informações a serem confirmadas administrativamente. Deveras, verifico que o pleito do requerente é razoável, diante da grande quantidade de informações a serem prestadas, nos termos do artigo 104 da Lei 11101/2005, verbis:   Art. 104. A decretação da falência impõe ao falido os seguintes deveres…   (V entregar, sem demora, todos os bens, livros, papéis e documentos ao administrador judicial, indicando-lhe, para serem arrecadados, os bens que porventura tenha em poder de terceiros)…Desta forma, DEFIRO O PEDIDO, concedendo prazo de 30 dias para as providências requestadas”. 

COMENTÁRIOS
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  1. MINAS GERAIS

    Sr Ademar o que esta faltando o que para essa situação ser resolvida, nos trabalhadores estamos passando por dificuldades e o senhor não resolve nada,pelo amor de Deus libera pelo menos nossos papeis do FGTS e Seguro Desemprego,o que custa para fazer isso, o senhor esta ai ganhando seu dinheiro graças a Deus e nós aqui estamos sem receber nada,temos nossos compromissos,prestações,alugueis,alimentação por favor nos ajude,nossas crianças estão passando fome,o senhor é pai com certeza e sabe o que estou falando,POR FAVOR SR JORNALISTA EDIVALDO JUNIOR NOS AJUDE PASSE ISSO PARA ELE SE FOR POSSIVEL.

  2. Ricardo

    “PARECE” que com a mudança do juiz mais uma vez em Coruripe, o Judiciario de Alagoas esta ficando encurralado com essa situação do Grupo João Lyra. Dr.Mauro Baldini, Juiz integro e correto, substitua agora esse Administrador Ademar Fiel, que só faz o que O TODO PODEROSO JOÃO LYRA manda ele fazer, é um Pau mandado.
    Não afastou ninguém da família do João Lyra da empresa, tem um neto do Dr. João em Minas que trata mal todo mundo, arrogante igual ao avô.

  3. trabalhador sofrendo em minas

    Gente nos trabalhadores já não aguenta mais tanto sofrimento sr.Ademar fiel faça alguma coisa eu sou de alagoas estou aqui em minas preciso de emprego minha carteira ainda esta fichada o povo aqui só dar emprego com a carteira dado saida e nos alagoanos estamos passando por situação dificil em minas gerais alguns trabalhadores alagoanos estão morando na rua porque foram desperjados das casas não recebemos salários a 4 meses e decimo terceiro e ferias como é qui vamos embora agora sem receber os dinheiros que esta pra tras já esperamos de mais ater e nada foi resolvido e agora vamos ter que morre todos em um pais da copa, socorre nos gente!!!

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