PRTB e PMN ficam fora da Frente de Oposição e devem formar a ‘quarta via’
   3 de maio de 2014   │     17:01  │  0

O cenário político, hoje, não é dos melhores para o PRTB do ex-prefeito Cícero Almeida, nem para o PMN, do deputado federal Francisco Tenório. Se não houver fato novo, as duas legendas ficam fora da Frente de Oposição.

E qual a razão? O “peso” de alguns de seus integrantes.

Como nem um nem outro abriu ou vai abrir diálogo com os partidos da base do governo, o mais provável é que os dois partidos formem uma “quarta via” eleitoral.

Na falta de palanque, PRTB e PMN devem lançar, apenas para constar, candidatos ao governo  e ao Senado e vão mirar as eleições proporcionais.

Nomes de “peso” que estão no partido como os deputados João Beltrão e Antonio Albuquerque não vão querer ficar sem mandato – até por conta dos imbróglios jurídicos.

Apesar da força eleitoral, o PRTB que pretendia fazer três deputados federais (Cícero Almeida, Antônio Albuquerque e Val Amélio, filho do presidente do TC, Cícero Amélio) pode nem lançar candidato. Sem coligação, o partido faz um federal e corre o risco de fazer o segundo. Na dúvida, a Assembleia Legislativa vira uma opção mais segura.

Os líderes da Frente de Oposição evitam falar abertamente do tema, mas nos bastidores dizem que um palanque com os dois partidos ficaria “muito pesado” e poderia contaminar a chapa majoritária.

Cinco chapas

Tudo caminha, mantido esse quadro, para que Alagoas tenha, nas próximos eleições de cinco a seis candidatos a governador: um da frente de oposição, dois da base do governo, o da “quarta via” e um da esquerda. Isso se não aparecer, o que é mais provável, um “laranja”.