A ‘angústia’ continua: STF adia decisão sobre vagas de federal em AL
   13 de junho de 2014   │     14:11  │  0

O Supremo Tribunal Federal adiou para a próxima semana o julgamento dos recursos contra a redução de vagas de deputados federais em alguns estados – incluindo Alagoas. Para os políticos que não largam a calculadora de votos, a angústia vai durar pelo menos mais uma semana.

Ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, afirmou que vai aguardar para aplicar a decisão nas eleições de outubro. “O Supremo vai tomar a decisão antes do fim do prazo das convenções (30 de junho) e a tempo de os partidos adequarem eventualmente o número de candidatos que vão ser lançados, de acordo com o número de parlamentares vai ter. Então, vamos aguardar a decisão do Supremo”, explicou.

Com a redução de 9 para 8 vagas em Alagoas, a matemática das coligações fica mais complicada. A diferença está na possibilidade de eleger um a mais ou um a menos.

A situação também fica complicada para as coligações de deputado estadual. Automaticamente o número de vagas na Assembleia Legislativa cai de 27 para 24.

Hoje os partidos trabalham com o “pior cenário” em Alagoas. A redução de vagas aumenta o quociente eleitoral e deve tirar muita gente da disputa antes mesmo das eleições.

Relembrando

A polêmica sobre a mudança na composição das bancadas da Assembleias Legislativas e na Câmara Federal começou após decisão do TSE, em abril de 2013, ao julgar recurso da ALE do Amazonas, que alegou que a representação do estado na Câmara não condizia com o número de habitantes, pois tinha como referência um censo defasado. A ALE do Amazonas argumentou que estados com menor população – caso d Alagoas e do Piauí – tinham mais representatividade na Câmara – com nove e dez deputados federais, contra oito do Amazonas.

Mantida a decisão do TSE perderão uma cadeira os estados de Alagoas e Pernambuco, do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ficarão sem duas cadeiras a Paraíba e o Piauí. Ganharão uma cadeira o Amazonas e Santa Catarina; duas cadeiras, o Ceará e Minas Gerais. O maior beneficiado é o Pará, que terá mais quatro deputados.