Alagoas sobe 5 posições no ranking de  competitividade dos estados
   7 de agosto de 2014   │     14:42  │  1

Alagoas foi o único estado do Nordeste a melhorar no Ranking de Competitividade dos Estados brasileiros – edição 2013/2014.  O avanço na comparação com 2011 foi de cinco posições – do 22º lugar para o 17º, maior variação entre todos os estados do país.

O ranking é elaborado pela revista britânica The Economist para o Centro de Lideranças Políticas (CLP) – mantido pelo Ibmec, Banco Itaú, grupo Iguatemi e Banco CreditSuisse – e publicado por duas das principais revistas semanais do país, Época e Veja.

Na Veja, o texto comenta que a “boa notícia veio de Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, que tiveram desempenho positivo nos indicadores que medem o ambiente político”. Já a Época traz como destaque a matéria “Governo que dá certo – o ranking dos Estados mais bem administrados do país”.

A Época também traz tabela comparativa em que Alagoas assume a 20ª posição em 2012, subindo para 17º em 2013 no Brasil. No Nordeste, Alagoas  está ainda atrás da Bahia (13º), PE (14º), Ceará (15º) e Sergipe (16º), que ficaram na mesma posição.

São Paulo (1º) e Rio de Janeiro (2º) continuam liderando o levantamento – o terceiro do Ranking da Competitividade dos Estados Brasileiros.

Entre os critérios para a pontuação para escolha dos melhores estados para investimentos, estão o ambiente político e econômico, o regime tributário e regulatório, políticas para investimentos, infraestrutura e inovação, recursos humanos e sustentabilidade.

Destes critérios, Alagoas foi bem avaliado em regulamentação e abertura de empresas. O relatório aponta ainda “esforços” do estado para desburocratizar o processo com o registro online de empresas pela rede Redesim.

A secretária do Planejamento e Desenvolvimento, Poliana Santana,  afirma que o crescimento de Alagoas no ranking é fundamentado também no trabalho desenvolvido pelo Estado, que viabiliza as condições para atração de indústrias. “Este ranking também leva em consideração a capacidade que o setor público tem em atender as demandas do setor privado. Esse é um gargalo que superamos e que tem contribuído para a melhoria do ambiente empresarial em nosso Estado”, analisa.

A atração de grandes investimentos do setor industrial, incluindo a segunda unidade de PVC da Braskem (investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão) são apontados como outros fatores que ajudaram Alagoas a  melhorar no ranking. A nova fábrica impulsiona o maior parque industrial do Estado, o Polo José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro.

Inaugurado em 1982 como Polo Cloroquímico, o complexo industrial contava com 11 empresas e 1.400 empregos diretos. Nos últimos anos Estado atraiu mais sete novas empresas, totalizando atualmente 3.100 empregos diretos, um crescimento de mais de 60% de novas instalações e expansões.

Pontos fracos e fortes de Alagoas

Apesar do otimismo da secretária Poliana Santana, o ranking mostra que Alagoas precisa melhorar muito em políticas de desenvolvimento e recursos humanos. Nesses itens o estado aparece, respectivamente, com 22,9 e 8,3 pontos respectivamente, numa escala que vai de  zero a 100.

As melhores pontuações de Alagoas estão na infraestrutura (50 pontos que lhe conferem a terceira posição nesse item no Brasil) e em regime tributário, também com 50 pontos, mas nesta questão, especificamente, a melhor posição nacional. Os números podem ser conferidos nas tabelas abaixo ou em www.clp.org.br/2013/?thinktank=indicaores-dos-estados.

 

ranking the economist

 

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COMENTÁRIOS
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  1. amorim

    Maceió, 07 de agosto de 2014

    Caro Edivaldo Junior!!

    Este progresso pertence ao povo alagoano. Parabéns por noticiar fato tão importante.

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