Marina aceita ser candidata a presidência no lugar de Eduardo Campos
   15 de agosto de 2014   │     21:29  │  0

Como esperado, a ex-ministra Marina Silva, deve assumir a cabeça de chapa na colibação encabeçada pelo PSB, em substituição ao ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira, 13.

Marina tem o apoio do PSB, do PPS e da família de Eduardo Campos. Existe a expectativa de o irmão dele, Antônio Campos, possa ser lançado candidato a vice-presidente.   As articulações já começaram e a decisão, que deverá ser tomada pela maioria dos partidos, será anunciada até a próxima segunda-feira.

A informação é confirmada pela Agência Brasil, do Portal EBC:

Marina aceita substituir Campos e autoriza consulta ao PSB sobre candidatura

Brasília- A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à Vice-Presidência da República Marina Silva aceitou ser cabeça de chapa da coligação Unidos para o Brasil, em substituição ao ex-governador de Pernambuco  Eduardo Campos (PSB), que morreu quarta-feira (13), em acidente aéreo em Santos, no litoral de São Paulo. Hoje (15), o presidente do PSB, Roberto Amaral, foi à casa de Marina para saber se ela autorizava uma consulta ao partido sobre a candidatura dela ao cargo.

Segundo o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), a ex-ministra aceitou que seja feita a consulta para saber se o partido com sua candidatura à Presidência da República em substituição a Campos. Beto Albuquerque confirmou que Marina disse sim à consulta e que aceita disputar a presidência pela coligação formada pelo PSB, PPS, PPL, PRP, PHS, além da Rede Sustentabilidade, que ainda não tem registro.

O deputado, que está em São Paulo acompanhando os trabalhos de identificação das vítimas do acidente aéreo de quarta-feira, informou que foi à casa de Marina Silva na noite de ontem (14), para lhe dar um abraço e conversar sobre a necessidade de uma releitura da campanha de Campos e de ela adotar também o discurso que vinha sendo feito pelo ex-governador.

Para Albuquerque, não haverá dificuldade para que os partidos da coligação aceitem a ex-ministra como cabeça de chapa.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse à Agência Brasil que seu partido foi o primeiro da coligação a aconselhar que Marina fosse a substituta de Campos na corrida eleitoral. “Marina Silva vai unir os partidos da coligação”, afirmou o parlamentar. Para ele, está havendo consenso em torno do nome dela para a disputa. Quanto a um nome para ser o companheiro de chapa de Marina, caso seja confirmada sua indicação, Freire acredita que “o PSB reivindique o cargo”. O mais importante agora “é consolidar a candidatura de Marina Silva à Presidência”, destacou.

A decisão final sobre quem substituirá Eduardo Campos na disputa deverá ser tomada quarta-feira (20), em Brasília, durante reunião do Diretório Nacional do PSB com deputados e senadores do partido e líderes da legenda.

A coligação Unidos para o Brasil tem até o dia 23 deste mês para informar à Justiça Eleitoral o nome de seu novo candidato à Presidência da República.

Implicações locais

A escolha de Marina Silva como candidata a presidente vai mudar o cenário nacional, acirrando a disputa com Dilma Roussef (PT) e Aécio Neves (PSDB) e aumentando as chances de realização de um segundo turno. A sua candidatura também terá fortes implicações na política alagoana.

A candidatura de Marinha, se for confirmada, terá forte repercussão no palanque do candidato do PP ao governo de Alagoas. Diante da necessidade de ampliar seu tempo de TV no Guia eleitoral Benedito de Lira de apoiar Dilma Rousseff para fechar uma aliança com o PSB de Alagoas, mas sua aproximação se deu nacionalmente apenas com Eduardo Campos.

Marina Silva foi contra a aliança. Se ela for a candidata resta saber qual será o seu comportamento em relação a campanha no Estado. Analistas políticos acreditam que o mais provável é que ela não suba no palanque com Benedito de Lira, desgastando a campanha.