Estaleiro: desapropriação só sai após empréstimo de R$ 2,2 bilhões
   4 de setembro de 2014   │     14:11  │  1

Um longo caminho a percorrer sem prazo de chegada. O projeto de construção do Estaleiro do Nordeste (Eisa) em Coruripe ganha novos desafios a cada obstáculo superado. Na última terça-feira circulou a informação de que o presidente do Ibama, Volney Znardi, assinou autorização da Licença de Implantação do Estaleiro.

Até o momento, no entanto, a licença não foi publicada no Diário Oficial da União em função de “pendências” do empreendedor (o presidente do Synergy Group, German Efromovich) junto ao Ibama.

Mesmo que a licença saia nos próximos dias, o projeto vai demorar a sair do papel. Mergulhado em problemas financeiros, o Grupo Synergy vai precisar aprovar, novamente, o empréstimo de R$ 2,2 bilhões no Fundo de Marinha Mercante.

O governador Teotonio Vilela Filho avisou a assessores mais próximos que não vai desapropriar as terras no povoado Miaí de Cima, em Coruripe, onde deve ser construído o Estaleiro antes da aprovação do empréstimo pelo Fundo de Marinha Mercante.

A desapropriação da área de 220 hectares é um ponto crucial do projeto. Sem o terreno liberado, o projeto emperra. Como a operação tem alto valor (mais de R$ 20 milhões) e implica em risco jurídico, o governo quer garantias antes de iniciar o processo, explica um assessor: “esse processo é muito complexo e não pode ser iniciado antes de uma sinalização do Fundo de Marinha Mercante”.

Para iniciar a operação financeira nos bancos, o Grupo Synergy, do empresário German Efromovich, precisa do aval do Fundo. O problema é saber se ele consegue e em quanto tempo sai essa autorização.

Efromovich é dono de dois estaleiros no Rio de Janeiro – o Eisa e o Mauá. As duas empresas enfrentam dificuldades, incluindo atraso nos pagamentos de fornecedores e de salários, e estão à venda.

A Licença de Implantação do Enor já foi assinada, mas não foi publicada. O Ibama informa que ainda existem pendências. A publicação só será feita depois que o Synergy pagar taxas prestar as informações pendentes.

COMENTÁRIOS
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  1. luiz paulo sodré

    Muito bem Sr. Edivaldo,essa é uma informação precisa,ao contrário da outra,que tem caráter puramente eleitoreiro,qualquer pessoa bem informada,sabe,que o projeto desse estaleiro não existe mais,basta ver a reação do governador que sempre foi o maior lutador,pela vinda desse empreendimento,há muito ele sabe,que o empréstimo do fundo de marinha mercante,perdeu o prazo, e a dificuldade de se conseguir outro,a Bahia e Pernambuco ficaram bem mais na frente que nóse estão bem aqui do lado,a saúde financeira do grupo Synergy,já não é a mesma,depois do calote da Venezuela,e por último a Petrobrás principal comprador dessas plataformas e navios,já não estão encomendando como antes,como vê são muitos obstáculos fortes a ser superado,mais uma vez o cavalo passou selado e a mesquinharia,tratou de tanger pra longe aquele que talvez nos levasse a outra situação,ao estado e aos alagoanos.

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