Cristiano Mateus é acusado de atrasar implantação de indústrias em AL
   13 de outubro de 2014   │     19:16  │  5

Em agosto deste ano o prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual em diversos crimes contra a administração pública – entre eles fraudes em licitação e formação de quadrilha.

O MPE pediu ao Tribunal de Justiça de Alagoas o afastamento do prefeito de suas funções. Ele continua no exercício do cargo e está prestes a ser denunciado novamente, desta vez por “engavetar” processos importantes para a implantação de novas indústrias em Alagoas.

Isso porque o polo Multifabril de Marechal Deodoro, o maior de Alagoas, está sob jurisdição da prefeitura do município. A emissão de documentos simples como um alvará de licença e localização, da alçada do município pode atrapalhar a chegada de grandes investimentos ao estado.

Cristiano Matheus estaria “segurando”, segundo líderes do setor industrial de Alagoas, processos que viabilizam a chegada de novas indústrias no Polo Multifabril José Aprígio Vilela.

Alguns processos, como a liberação de alvarás e desmembramento da área B do polo, que pertence ao estado, estão no gabinete do prefeito (deveriam ser despachados por secretários municipais) há quase um ano.

Por conta do atraso, algumas empresas em projeto querem desistir e outras já instaladas no estado estão dispostas a acionar o MPE.

Por conta deste e de outros “detalhes” Alagoas pode perder novos investimentos. A demora do prefeito de Marechal Deodoro em liberar os documentos afeta a imagem do Estado como um  todo .

“As empresas trabalham com prazos definidos e processos transparentes. O prefeito puxou para seu gabinete processos que deveriam ser despachados tecnicamente. Em função dessa decisão corremos o risco de perder alguns projetos que já deveriam estar na fase de execução”, explica um consultor de empresas.

Perdas

De acordo com líderes do setor, por conta do atraso na emissão dos alvarás algumas indústrias estão sendo impedidas de tirar financiamento. “Esse é apenas um dos prejuízos que podemos citar e que afeta o ambiente empresarial de Alagoas”, diz o gestor de uma empresa instalada no polo.

Temendo algum tipo de represália, as pessoas que deram  informações sobre essa questão  pediram para ter suas identidades preservadas.

COMENTÁRIOS
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  1. marcelo

    Qual será o motivo para esse prefeito estar dificultando a emissão de alvarás? Será que negaram propina a ele?

  2. Jorge Henrique lindo dos santos

    Existe sim uma série de pendências judiciais neste assunto,meu pai plantava cana de açúcar a mais de 24 anos neste local e esse terreno nunca pertenceu o governo do estado,entramos na justiica para nós garantirmos os nossos direitos,a empresa de cerâmica portobello não inaugurou e ele já responde a 11 processos,a de cimento zumbi está sendo construída a 5 anos e nunca terminaram e tão pouco nunca inaugurou,nossos advogados vão entrar com mais 4 processos junto a justica federal por conta de crimes fiscais como incentivos.luis Otávio Gomes sabia de toda essa situação pois ele eo culpado desse embriolio existente além de usurpar esse empresários e empresas q lá se encontram.ecessem o site do poder judiciário e vcs da gazeta vão ver no pé q se encontra essa situação,esse estado e uma verdadeira vergonha,nossa família se encontra muito prejudicada com toda essa situação,estamos muito prejudicado e não existe o q falaram ai desse prefeito irresponsável de marechal,simpismente ele n tem documentos q comprovem q são os verdadeiros donos.a tabeliã de marechal está ciente dessa situação,essa terra se encontra no imposto de renda do meu pai e os impostos lá recolhidos estão no nome do meu pai.peco as autoridades alagoanas q tomem ciência destes fatos porque e um assunto muito grave,são gestores muito irresponsáveis,corruptos q administra nosso estado.

  3. André Luiz

    Por essa e outras razões que esse estado é atrasado. Aqui ainda prevalece coronelismo e o clientelismo. Alagoas não merece os políticos que tem.

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