O que há por trás na mudança de comando da PM de Alagoas?
   13 de outubro de 2014   │     14:48  │  2

A troca repentina do comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcus Pinheiro, nessa sexta-feira, 10, ganhou forte repercussão na imprensa e também no meio da tropa. No Palácio dos Palmares a questão foi tratada como “segredo de Estado” e a decisão foi tomada a portas fechadas, após um encontro do governador Teotonio Vilela Filho com o secretário de Defesa Social, Diógenes Tenório, além dos chefes dos gabinetes Civil e Militar.

O cargo de comandante geral é de confiança, como qualquer outro cargo comissionado. Do ponto de vista legal, pode o governador nomear e exonerar a hora que bem entender. Mas o que teria levado Teotonio Vilela Filho a demitir inesperadamente o comandante, que segundo voz geral vinha fazendo um bom trabalho e conseguindo êxito no comando da tropa e combate a criminalidade?

A decisão, pelo que se sabe, foi recomendada ao governador após mudanças promovidas na corporação que não teria “agradado algumas pessoas”, nas palavras do próprio Pinheiro.

Mas o que se ouve nos corredores do Palácio é que o coronel não teria comunicado ao secretário da Defesa ou ao próprio governador as decisões tomadas. Ou seja, teria realizado as nomeações sem a chancela de qualquer superior, criando na PM uma espécie de território independente.

Em solidariedade, os coronéis Luiz Carlos, sub-comandante geral, e Ivon Berto, Comandante  do Policiamento da Capital (CPC), que tinham sido nomeados nas “mudanças” promovidas por Pinheiro, na sexta-feira, 10, entregaram os cargos.

Pode estar aí a explicação – ou parte dela –  para a saída de Pinheiro. Ele escolheu para o comando da CPC e para outros postos oficiais que tiveram participação destacada nas eleições de 5 de outubro como candidatos ou não em coligação de oposição ao governo.

As mudanças promovidas por Pinheiro também foram feitas em desacordo com orientação secretário Diógenes Tenório. Na avaliação de vários gestores da SDS e assessores diretos de Vilela, as mudanças promovidas por Pinheiro visavam fortalecer Ivon Berto que é cotado para assumir o comando geral no governo de Renan Filho.

Mas o que houve, de fato, só saberemos quando o governador Teotonio Vilela Filho e o secretário Diógenes Tenório resolverem dar explicações. Até agora eles não disseram porque Pinheiro foi trocado. Será que vão dizer?

Página do Coronel Ivon no Facebook mostra a participação dele na campanha eleitoral

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COMENTÁRIOS
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  1. adonias filho

    Na verdade, houve uma pressão do Conseg, para exonerar o cel. Pinheiro, o presidente do Conseg e o Cel exonerado, estavam em guerra e todo mundo na policia sabe disso, e as mudanças desagradaram o presidente do Conseg, pois o Cel. Lima Junior, que comandava o CPC, era indicação do presidente do Conseg, pois trabalhou no Tribunal, e sua queda, desagradou o secretário ( juiz aposentado) e o presidente do Conseg.

  2. duas malas

    este governador faz nada e seu secretário de segurança nada faz, são duas malas bem usadas e sem o mínimo de alças. no geral, duas coisa para lá de inúteis. por isso, ambos se entendem. quanto ao coronel pinheiro, deixo claro que ele ganhou uma excelente oportunidade para se afastar do baco furado pata onde foi levado. melhor para ele, o pinheiro, seria ter permanecido no ministerio público onde seus atuais dirigentes são dá melhor qualidade. pinheiro, voce não perdeu nada ao deixar o comando da pm; por outro lado, lucrou, pois no pouco tempo em que esteve, deixou bons serviços prestados á sua policia militar e comunidade.

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