Justiça autoriza venda de usinas do grupo JL para pagar credores
   18 de outubro de 2014   │     22:53  │  8

A assembleia de credores da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A, realizada em 17 de julho passado, em Coruripe, aprovou a venda de ativos do grupo JL para o pagamento  de credores. A dívida total é estimada em R$ 2,1 bilhões. São mais de R$ 120 milhões somente de dívidas trabalhistas e quase R$ 1 bilhão devido em impostos ou a bancos  oficiais.

Na Assembleia, os administradores judiciais apresentam a avaliação de alguns ativos que devem ir a leilão nos próximos meses: o escritório central da Laginha, na praia de Jacarecica em Maceió, avaliado em R$ 15 milhões; a usina Laginha, de União dos Palmares, avaliada em R$ 317 milhões e a usina Guaxuma, de Coruripe, avaliada em mais de R$ 900 milhões.

Em Alagoas a massa falida do grupo tem cerca de 46 mil hectares de terras e três unidades industriais, além de outras empresas. O plano seria vender as usinas Laginha e Guaxuma, mantendo no grupo a Uruba.

A venda dos ativos nunca foi adiante porque as decisões da assembleia de credores dependiam da homologação do juiz da comarca de Coruripe, doutor Mauro Baldini.

Agora, a decisão ao que parece  foi finalmente homologada. É o que pode se deduzir do despacho feito pelo juiz, publicado nesta sexta-feira, 17. O dr. Mauro Baldini fixou a remuneração dos administradores judiciais em 3% do valor da venda dos bens da massa falida. Ao fixar a remuneração, o juiz confirmou, na prática, a autorização da venda dos bens da Laginha.

Veja trecho da decisão:

“No que se refere ao requerimento formulado pelo Administrador Judicial, Dr. Carlos Benedito L. Franco Santos e pelos Gestores Judiciais, Dr. Felipe Olegário de Souza e X INFINITY Invest. Acessória Empresarial Ltda., todos da Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A, às fls. 26.474/26481 dos autos, também é importante ressaltar que, como os mesmos afirmaram, há uma alta complexidade nos autos, com inúmeros credores, havendo a continuidade provisória das atividades, com um colegiado de gestão judicial, uma amplitude no patrimônio, levando a exigência de bastante zelo e responsabilidade, devido aos elementos complexos envolvidos, com suas peculiaridades, exigindo uma dedicação especial do Administrador Judicial e dos gestores judiciais, para efetividade legal.

Frise-se o fato de que o Administrador Judicial, juntamente com os gestores judiciais, estão requerendo o percentual de 5% ( cinco por cento) do valor de venda dos bens da massa falida, montante este que ao final será rateado entre os mesmos.

Porém, é importante salientar que, em conversa informal juntamente com o MM Juiz desta Comarca, foi realizado um acordo aonde ficaria determinado um percentual de 3% ( três por cento) do valor da venda dos bens da falida, a título de Honorários ao Administrador Judicial e Gestores Judiciais, abatidos de todas as rendas que os mesmos já obtiveram durante o transcorrer da falência, a ser rateado ao final. … O processo em tela é assaz complexo, envolvendo vultosa quantia, cuja cifra gira em torno de 2 (dois) bilhões de reais, pelo que em atenção aos Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade, o quantum mencionado pelo Ministério Público deve ser fixado. Em virtude do exposto, encampo o parecer ministerial e nos termos do artigo 24 da Lei 11101/2005 DEFIRO PARCIALMENTE o pedido de fls. 26474/81 , pelo que arbitro honorários ao Administrador Judicial, Dr. Carlos Benedito L. Franco Santos e aos Gestores Judiciais, Dr. Felipe Olegário de Souza e X INFINITY Invest. Acessoria Empresarial Ltda., no percentual de 3 % (três por cento) do valor de venda dos bens do falido, igualmente distribuídos entre si, abatidos de todas as rendas que os mesmos auferirem durante o transcorrer da falência, a ser rateado ao final”. Mauro Baldini Juiz(a) de Direito

COMENTÁRIOS
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  1. Bruna Barreto

    Primeiro não foi autorizado a venda e sim a fixação do percentual que caberá o administrador e o gestor e a empresa contratada, 1% para cada, ou seja 3%, e o fato de ter sido fixado, não significa que está autorizada a venda, espero que corrija sua informação, pois tem muita especulação nesta falência. E se vc ler a decisão, o Juiz não disse que está autorizado nenhuma venda, até porque as avaliações do patrimônio ainda nem acabaram.

  2. jose antonio dos santos

    A Jornalista Bleine Oliveira repercute em seu Blog o estado de miséria absoluta reinante no Mercado da Produção. Desde a posse a prefeitura por intermédio da Secretária de Administração de Mercados foi a Rádio Gazeta falar de projetos para todos os mercado e parecia ser coisa do outro mundo de tanta modernidade, pasmem todos!.Até agora, tudo não passa de conversa fiada, a situação de todos os Mercados Público é caso de polícia. A Vigilância Sanitária se funcionasse, cumprisse o que determina o regimento teria que ter INTERDITADO TODOS!. e POR QUE NÃO FAZ, EM RESPEITO A INCOMPETência, A FALTA DE COMPROMISSO COM A POPULAÇÃO!.
    nÃO TEM JUSTIFICATIVA!.

  3. jose antonio dos santos

    O PT em Alagoas parecer ser um conchavo de covardes, cadê a mobilização nas ruas a favor de Dilma, onde estão vocês!.

  4. jose antonio dos santos

    A população aguarda curiosa a nova equipe do governo Renan Filho. Espera-se a nomeação por competência, probidade e não conchavos de figuras já conhecidas que farão escadas para projetos politicos. O projeto vencedor foi “mudança”, o povo acreditou, vamos aguardar!.
    Tem respaldo popular, tem tudo para ser um governador diferenciado.

  5. jose antonio dos santos

    Alguns prefeitos prometem mobilização para fechar as prefeituras alegando falta de dinheiro, fechem, renunciem ao cargo e vão trabalhar em outra coisa. Deixe o vice tomar conta. Quando essas figuras foram fazer campanha politica já sabiam de tudo, o estado de cada uma. Aqui na Capital o prefeito que alardavam ser “o cara” até hoje não resolveu o problema dos POSTOS DE SAÚDE, FALTA DE REMÉDIOS, foi noticia na semana passada no jornal da rede globo, mas continua gastando milhões com propaganda nos meios de comunicação, agora também com a ‘ONDA VERDE’. Ora, “onda verde” deveria ser as carências sociais funcionando de forma decente!. Politicos, é assim, gostam de mentir e muito, prometer o que não pode fazer, eita raça desgraçada!.

  6. Demitido Após Falência

    Prezados leitores,

    Finalmente uma luz para os milhares de funcionários demitidos, muitos a deriva em detrimento do péssimo momento para o mercado de trabalho em Alagoas.

    Credores Quirografários, não fiquem omissos no processo.
    Muito do que consta na última lista publicada não diz respeito a realidade, e tudo leva a crer em calote para esta classe, eis que os responsáveis pelos controles de vocês foram postos para fora sem critério, sem ponderar a transparência dos fatos em possível e futuro processo de pagamento.

  7. Marco Carvalho

    Excelente notícia, principalmente para os milhares de trabalhadores demitidos. Incluídos os quase 1.000 (mil) demitidos pelos administradores, já depois da falência decretada, e que saíram de mãos vazias, pois muitos foram demitidos no ultimo dia do mês e sequer foi pago o salário trabalhado. Muitas humilhações tem passado os trabalhadores pós falência. Agora vamos pedir A Deus, que os administradores tenham a capacidade de vender algo, pois ofertas existem, mas a habilidade de negócio não.

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