Atrasado, pagamento de monitores da Educação deve sair até dia 12
   10 de dezembro de 2014   │     18:16  │  1

A Secretaria de Educação do Estado confirmou que o pagamento dos salários dos cerca de três mil monitores relativos ao mês de novembro ainda não foi liberado.

A assessoria de comunicação da SEE explicou que, apesar do atraso, o pagamento ainda será feito dentro do período previsto em contrato, que é o décimo dia útil do mês seguinte.

“Na verdade existe atraso porque os monitores estão acostumados a receber o pagamento junto com a folha do Estado, mas este mês, em função de problemas operacionais o pagamento ainda não saiu. De acordo com o setor financeiro o pagamento será mandado para o banco ainda nesta quarta-feira a noite ou amanhã. O  dinheiro cairá na conta dos monitores no máximo até o dia 12, que é o décimo dia útil do mês”, explica uma assessora.

Diferente dos servidores efetivos do Estado, que tem seus pagamentos processados pela Segest, a folha salarial dos monitores é confeccionada manualmente na própria Secretaria de Educação. A cada mês, informa a assessoria, o serviço precisa ser refeito, por conta da mudanças nos contratos. Esse processamento, complicado por si só, as vezes contribui para atrasar  a liberação do pagamento.

A questão do atraso foi levantada por comentário do professor José Nivaldo Mota feito hoje, neste blog.

O  “atraso”, legal ou não, irrita os monitores, que deixam registradas suas queixas na página da SEE no FAcebook (https://www.facebook.com/educacao.alagoas?fref=ts).

Veja algumas reclamações:

Michela Araújo Monteiro: “Mas, e os nossos salários de novembro? Sai quando mesmo!? E décimo, salário de dezembro e rateio?”

Larissa Maria:  “Quero entender qual é o problema com esse setor financeiro, com esse pessoal que digita a folha…Há uns meses fiz uma publicação nessa página falando sobre a falta de respeito com o serviço de monitoria e o desrespeito continua!! Ainda não nos atendem, continuam dando falsas informações ou não dando informação nenhuma….

Louise De Mello Cavalcanti:  “Todo trabalhador é digno de receber seu salário. Todo mês é a mesma coisa. Sem necessidade de colocar o pagamento sempre em datas diferentes. É um desrespeito. Nós não estamos fazendo favor pra o Estado. Trabalhamos duro, com vários direitos negligenciados. Sergipe que é um estado menor, paga o valor justo bem como todos os direitos, e aqui sequer tem uma data definida. Somos pais e mães de família; muitos têm só a monitoria como fonte de renda. Definam uma data. Que a gente possa receber de 30 em 30 dias. Pois trabalhar dessa maneira está muito dificil”.

Veja trechos do comentário deixado por José Nivaldo Mota:

E OS MONITORES, NINGUÉM OLHA?

Os Monitores da Rede Estadual da Educação vivem dias apreensivos e de incertezas, haja a vista, que o governador de Alagoas, Sr. Teotônio Vilela Filho, sistematicamente vem atrasando o salário dos professores Monitores.

Esse mês de novembro, nenhum professor monitor recebeu os seus salários, nenhum aqui, tem vultosos salários para receber na 2º faixa salarial do Estado. Hoje os Monitores, são escravos da modernidade, infelizmente a imprensa pouco olha para este setor, que vem levando a Educação nas costas, somos hoje mais de três mil, atuando com salários defasados e em alguns casos, temos Monitores com dois ou três meses de salários atrasados.

…Existe outra denuncia ainda não formulada, embora os professores Monitores, já estejam se organizando para isso, é com relação ao valor exato da hora/aula dos professores Monitores. A denúncia consiste no valor real da hora/aula do monitor, dizem que valor exato é de R$ 31,00 (Trinta e um reais), mas este governo vem pagando apenas R$ 11,16 (onze reais e dezesseis centavos), isso mesmo, essa enorme diferença, mas carece como eu frisei de uma apuração pelos órgãos competentes.

…É necessário que o novo Governador eleito, Renan Filho, dê uma atenção especial para a educação, sabemos das dificuldades em todos os outros setores, tão essenciais, como a saúde e Segurança Pública, mas temos a certeza também, que nenhuma sociedade, conseguiu superar os seus imediatos problemas, sem uma educação valorizada, com seus professores valorizados!

José Nivaldo Mota é professor de História do Colégio de Saint Germain e professor Monitor nos Colégios Freitas Neto e Paulo Freire.

COMENTÁRIOS
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  1. israel

    Sem contar os descontos indevidos em folha, causando inumeros estresses. Pelo menos no meu caso, mês sim, mês não, vem com descontos indevidos, ficando minhas contas atrasadas e me obrigando a deslocar até o setor de pagamento para humildemente pedir a reposição dos honorários retirados, mas mesmo assim, tem ocasiões como nesse mês, que os descontos indevidos que diga-se de passagem chegaram as casas de R$ 1000,00 não foram repostos, ficando para a próxima folha. Vergonha, humilhante, danos morais. E a folha de pagamento ser feita manualmente é de dá risada. Só mesmo numa administração tucana para isso acontecer.

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