Corte no número de comissionados não resolve crise no estado
   9 de janeiro de 2015   │     23:49  │  4

Ninguém  disse, até agora, quanto o governo vai economizar com os cortes anunciados pelo governador Renan Filho nesta sexta-feira, 10, quando ele realizou a primeira reunião do seu secretariado.

Não se sabe ao certo quanto o estado economizará, nem quais as consequências em alguns órgãos, do corte, considerado drástico por quem conhece a máquina administrativa do estado.

O governador Renan Filho determinou uma redução de 30% ou de 800 cargos. O corte não será linear porque, como admite o próprio governo, alguns órgãos simplesmente correriam o risco de parar.

É bom lembrar que a maioria das  secretarias trabalha na base do cargo de confiança, prestadores e contratados. Cultura, Comunicação, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Sepod, Esportes, Ciência e Tecnologia, Trabalho, estão entre as pastas que terão mais dificuldades.

Quanto custa

Um levantamento feito pelo blog na folha de pessoal do Estado revelou que em novembro de 2014 o estado pagou cerca de R$ 242,2 milhões ao pessoal ativo e inativo. A folha de aposentados e pensionistas, com 29,3 mil pessoas, foi de R$ 103,2 milhões, enquanto a folha do pessoal ativo chegou a R$ 138,9 milhões.

Os comissionados custaram ao Estado, no mesmo mês, R$ 8,9 milhões.   O corte que será promovido pelo governo, se fosse linear, seria de R$ 2,68 milhões, o que representa apenas 1,1% da folha mensal dos servidores.

Vale pelo exemplo

Se há quem acredite que o corte é profundo demais e que a economia terá mais problema do que solução – em decorrência das dificuldades para manutenção de alguns órgãos – a equipe do atual governo acredita que a medida será eficaz, não só por permitir o enquadramento do estado na LRF, mas também pelo exemplo.

A ordem, para enfrentar a crise, é cortar gastos. E na avaliação da equipe do atual governo, cada centavo é importante.

COMENTÁRIOS
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  1. Wagner Lamenha

    Para que o governo possa dar bom exemplo!comece a cortar 30% dos salários do governador e seu secretariado, como falou o cidadão x, a carne tem que ser cortada a partir do filé mignon, e não da carne de terceira.

  2. Cidadão x

    como bem opinou,o internauta Luciano, vou usar uma figura de linguagem: se se busca “cortar na carne” para resolver a crise, está se utilizando da carne de 3ª e poupando o filé mignon.

  3. Luciano

    Política Econômica de palitos.

    A pirotecnia custa na prática:
    Mais desemprego, piora dos indicadores sociais, prejudicando outros setores da economia;
    Economia de menos de 1% nas despesas com pessoal;
    Grave redução dos serviços públicos.

    Quanto aos volumosos repasses de duodécimos, gratificações, auxílios, etc…O silêncio é gritante!

    Na farra dos privilégios, o Governo RF, já mostra quem vai pagar essa conta, os que mais precisam dos serviços públicos.

  4. Rogério Omena Santos

    Na verdade o corte teria que ser maior, e incluir funcionários contratados para o setor administrativo. É muita gente ganhando sem trabalhar ou trabalhando pouco.

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