Alagoas tem 3,4 mil presos e cada um custa R$ 3,7 mil mês ao estado
   4 de fevereiro de 2015   │     19:23  │  0

Os números não são meus. Foram levantados pelo deputado federal Givaldo Carimbão – PROS/AL que está “mergulhando” num novo desafio: criar em Alagoas um modelo eficiente de recuperação de apenados (presos), um projeto que ele espera, pode virar modelo para o Brasil.

Primeiro Carimbão traça o cenário atual do Estado. Alagoas tem 9008 apenados (dados de 19 de janeiro de 2015). Destes, cerca de 3,4 mil estão em presídios, 500 em delegacias. Os demais estão no regime semiaberto e regime aberto.

Tomando como base um apenado no  presídio de Craíbas, mantido através de parceria como setor privado, o custo direto de cada pessoa é de R$ 3,7 mil: “esse é o custo interno. Se considerar a segurança externa, transporte e outros itens o  custo por preso sobe para quase R$ 5 mil por mês”, aponta Carimbão.

Pior do que o alto custo, avalia o deputado federal, é a baixa taxa de sucesso: “mais de 80% dos presos voltam ao crime. Muitos deles são mortos depois que deixam o presídio. Nesse caso, teremos outro preso em seu lugar. Para mudar isso, é preciso apostar num novo modelo, em algo que funcione e que tenha um custo menor”, adianta.

Esse modelo, acredita  Carimbão pode ter como  base os princípios já aplicados nas comunidades acolhedoras para tratamento de dependentes químicos e o atual sistema prisional brasileiro: “vamos misturar tudo e montar um projeto eficiente”, aponta.

Foi com essa missão que Carimbão “voltou mais cedo para Alagoas” esta semana, deixando de participar de sessões importantes que estão acontecendo na Câmara Federal. Ele desembarcou em Maceió nesta quarta-feira a tarde para apresentar seu projeto ao governador Renan Filho, ao presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luiz, desembargador Tutmés Ayran e ao juiz Braga Neto – entre outros.

O que Carimbão quer? Na prática tenta construir um modelo inspirado nas comunidades terapêuticas, criadas em Alagoas para recuperação de dependentes químicos. Com baixo custo, de pouco mais de R$ 1 mil por mês por pessoa, o modelo alcançou eficiência acima de 40%.

Se der certo, a Secretaria de Prevenção às Drogas, antiga Sepaz, vai conduzir o projeto de recuperação de apenados, que deverá começar inicialmente com 100 presidiários, devendo ser ampliado, se  der certo, para 1,5 mil presidiários.