Em crise, produtores de leite pedem a volta da compra do milho na Conab
   7 de fevereiro de 2015   │     14:12  │  0

Os produtores de leite de Alagoas enfrentam, atualmente, um das maiores crises da história. Além das dificuldades “naturais” decorrentes da seca,que aumentam os gastos com alimentação, os criadores ainda enfrentam elevação dos gastos com insumos como energia, combustível e mão de obra.

A situação é agrava pela queda no preço do leite pago ao produtor. O litro que chegou a ser comercializado na fazenda a R$ 1,20, está hoje, abaixo de R$ 0,80.

Os custos da alimentação dos animais, especialmente de itens como farelo de soja e milho, poderiam ser minimizados, diz o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, com a volta do programa de venda de milho a preço subsidiado da Conab no Nordeste.

Os criadores têm cobrado a publicação da  Portaria Interministerial, que autoriza a venda de milho subsidiado aos produtores alagoanos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“A compra do milho subsidiado minimiza o problema de custos aos produtores, principalmente no sertão alagoano. A medida a curto prazo ajuda todos os criadores do estado, além de ser emergencial para a crise do leite enfrentada em Alagoas”, alerta o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva.

Segundo Domício, até dezembro do ano passado, através da Portaria, o milho estava cotado em R$ 18,00, para pequenos produtores, e R$ 24,00 para demais produtores. Atualmente, o valor do grão tem variado entre R$ 35,00 e R$ 38,00. Através da Conab, ele é vendido por R$ 32,40.

Segundo Elizeu Rêgo, superintendente regional da Conab em Alagoas, o programa do milho subsidiado teve que ser paralisado em função de ação do governo estadual da época, que não declarou situação de emergência nos municípios alagoanos à tempo.

“Há uma perspectiva de que o governo federal renove a Portaria, que permite a Conab a trabalhar o programa novamente, fazendo isso, acredito que futuramente possamos ter novidades”, acredita Elizeu.

Para garantir que a Portaria seja reeditada no estado, a ACA, a Secretaria da Agricultura  (Seapa), a Faeal e a Conab levaram o pleito para a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

*Este texto foi publicado no Gazeta Rural (06/02/2015),  do qual também sou editor. O suplemento circula todas as sextas feiras na Gazeta de Alagoas.