Entre a cruz e a espada, governo de AL tenta ‘diluir’ aumento da PM
   11 de fevereiro de 2015   │     17:46  │  10

O secretário de Planejamento e Gestão tem nova rodada de negociação nesta quinta-feira, 12, pela manhã, com líderes de militares da PM e CB de Alagoas e outros gestores públicos.

Christian Teixeira é o coordenador da Comissão Estadual Permanente de Negociação e busca encontrar uma alternativa para evitar a “operação padrão” na PM.

Representantes dos policiais e bombeiros resolveram adiar o início da Operação Padrão, que seria realizada no carnaval. A decisão foi tomada depois que o governo sinalizou com a possibilidade do pagamento da primeira parcela do reajuste dos militares até dia 13 de fevereiro.

De acordo com lei aprovada na Assembleia Legislativa no ano passado, o militares teriam direito a dois reajustes este ano, uma parcela de 6% em janeiro e outra de 16% em abril, desde que o aumento fosse permitido pela Lei de Responsabilidade  Fiscal.

É aí, na LRF, justamente que mora o problema. O governo nem tem dinheiro em caixa e está obrigado a cumprir os limites  da LRF por conta de decisão judicial (veja texto aqui http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=258128).

Outra dificuldade é a falta de dinheiro. “O primeiro problema a resolver é a questão financeira. Se conseguirmos os recursos – e estamos trabalhando muito para isso – teremos de vencer o segundo obstáculo, que é mudar a decisão judicial. Hoje o estado está impedido legalmente de aumentar qualquer tipo de despesas com pessoal . Por isso que estamos, inclusive reduzindo tanto as nomeações dos comissionados”, explica Christian.

Na nova reunião da mesa de negociação, nesta quinta-feira, Christian diz que espera aprovar uma proposta que contemple os militares e que seja viável: “não vamos mentir para ninguém. Meu desejo é levar para o governador, que tem todo o interesse em uma solução que atenda os militares, uma proposta viável para os dois lados”, adianta.

E como seria essa proposta? Teixeira não adianta nada. Mas pelo que apurei nos “bastidores”, o Estado trabalha com a possibilidade de dar os 6% de reajuste imediatamente e os outros 16% seriam “diluídos” ao longo de 2015 até 2016.

A proposta de “empurrar” para mais a frente o reajuste agrada a vários secretários do governo e a assessores próximos de Renan Filho. Só falta saber como ela será recebida pelos militares.

COMENTÁRIOS
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  1. Fernando

    A robalheira não para, mas os servidores tem que ter paciência… Somos sempre deixados para trás nesse Estado de corruptos…

  2. PARA PARA TUDO

    Meus Senhores e minhas Senhoras,O Governador deu várias entrevistas na campanha e assumiu com a classe e a tropa no Clubes dos Oficiais, que pagaria o que está na Lei de vencimentos que foi aprovada e sancionada pelo o Governo anterior.Gente a Tropa já cedeu o Governo que está dificultando ás negociações.Espero e confio em Deus que hoje tudo será resolvido.

    Subtenente PM
    Pronto para luta.

  3. Militar P/ alagoano

    Desde quando os militares estão confiantes? Esse acordo de pagar os míseros 6% antes do carnaval, 6,8% em julho e 5% em Janeiro de 2016 e mais 5% em Abril 2016 é um acordo que desagrada mais de 80% da tropa. Estamos insatisfeitos, sem verba de uniforme, sem reajuste da verba de alimentação, sem aumento salarial, sem nada. Não queira passar para a sociedade algo que não é verdade. Esse acordo foi feito sem a prévia consulta da tropa. Fizeram sem responsabilidade alguma. As Associações militares não nos representam mais! Irão perder muitos associados! Aguardem!

  4. Esteve

    olha no site do já é noticia, tem um vídeo onde o atual governador, chicaneia o ex. , e diz que vai dar o aumento da pmal, e convocar a reserva técnica. vcs não postar esse vídeo também?

  5. selma

    Querem economizar nas costas dos funcionarios efetivos porque os cargos comissionados continuam mamando do mesmo jeito todos os comissionados foram nomeados todos e os funcionarios efetivos que se afundem cada vez mais sem valorização e sem estimulo para trabalhar e ganhando salario minimo, cade o governador que disse que ia valorizar os funcionarios efetivos.

  6. CABO PM

    A VERDADE É,A POLÍCIA MILITAR JÁ PASSOU DO TEMPO DE SER TRATADO CONFORME SUA IMPORTÂNCIA E ESSENCIALIDADE,TODOS SABEM QUE SEM A PM O ESTADO PARA,NÃO QUEREMOS NADA DO QUE SEJA NOSSO DIREITO,QUE O GOVERNADOR ENTENDA ISSO,E QUE ESSE IMPOSIÇÃO JUDICIAL DA LRF DE MENTIRA E ARRANJADA PARA SALVAGUARDAR O GOVERNO NÃO SIRVA DE ESCUDO POR MAIS TEMPO,CHEGA,VALORIZAÇÃO E RESPEITO A CLASSE JÁ.

  7. Daniel

    Negociar o que já é lei! Mais uma piada de governo.E o direito a vida e a dignidade humana, não está previsto em lei?!? Ou só existe a LRF?!
    É isso que os Policiais Militares almejam, ter uma vida digna, o que não está sendo possível com esse salário que não condiz com risco da profissão (Risco de morte, até.)
    Não temos perspectivas de promoções, não temos plano de saúde ou apoio jurídico pela própria corporação, que quando erramos na tentativa do cumprimento do ver, temos que pagar advogados com o próprio salário. Não provemos de nenhum tipo de auxilio que possa polpar o nosso salario, que é tudo o que temos!
    Se formos enrolados para depois do carnaval, aposto meu soldo mixuruca que seremos feitos de Otários!!!

  8. ANA

    LRF apenas para os reajustes (justos) pleitados pelos servidores públicos que vêm sendo enganados com o discurso “TENHAM PACIÊNCIA”. Saúde, educação, moradia, alimentação, vestiário … não esperam, não !! Para a corja política e para os burgueses não existem lei e nem responsabilidade. Lamentavelmente: aos políticos, às benesses da lei; aos servidores, os rigores da lei.

  9. alagoano

    Estamos confiantes, pois o Secretário de Planejamento e Gestão, Dr. Christian Teixeira, tem sido muito sincero e tem demonstrado boa vontade em resolver a questão da melhor forma possível.

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