Estado libera R$ 50 milhões dos ‘restos a pagar’ a partir de abril
   24 de março de 2015   │     23:24  │  2

Em tempos de ajustes fiscais, o cinto aperta para todos os lados. Renan Filho “cortou na própria carne” ao reduzir em 30% a nomeação dos cargos comissionados e o número de Secretarias.

E não ficou só disso. O governador ordenou que todos os contratos fossem renegociados, com o objetivo de reduzir os valores contratados na gestão anterior.

O aperto é tão grande que em algumas secretarias, como informa um leitor nos comentários postados neste blog, algumas pessoas “trabalham de graça”, na esperança de serem nomeadas.

O governo, no entanto, começa a dar sinais de que vai aliviar a pressão. Renan Filho deve assinar decreto autorizando o pagamento dos restos a pagar do Estado ainda esta semana ou no começo da próxima – no máximo. O esforço é para pagar grande parte já dos restos a pagar já no começo de abril.

Depois de se reunir com George Santoro, da Fazenda, Renan Filho aprovou a proposta que prevê o pagamento de mais de 90% dos restos a pagar de uma só vez. Entre os que estão no “pendura” tem dese micro até mega empresas.  A  prioridade, avisa o governador, será para os menores valores, em  ordem crescente.

O estado já pagou alguns processos de restos a pagar de 2014, incluindo consignados, mas ainda faltam, aproximadamente, R$ 50 milhões, que deixaram de ser pagos no final do ano passado a prestadores de serviços e fornecedores do estado.

Alerta

Leitores que assinam com Carlos André e Maria Lindava Lima deixaram comentários sobre pessoas que estariam trabalhando sem nomeação na Sedetur. É um alerta importante que o governo deve averiguar.

Vejam um trecho de cada comentário, respectivamente:

“Apenas na SEDETUR são mais de 30 funcionarios trabalhando de graça e que se forem nomeados nao receberão retroativo. Isso tem que ser denunciado no Ministério Publico”.

“Pelo que foi noticiado, Téo exonerou no final do Governo todos os comissionados. Então, por que há na SEDETUR, como afirmado nestes comentários, “mais de 30 funcionários trabalhando de graça?”

COMENTÁRIOS
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  1. Lineu Macedo da Silva

    Grosso modo, o caos econômico em Alagoas tem como consequência a falta de recursos circulando. São muitas demandas, das pessoas e das instituições,e pouco, muito pouco dinheiro para elas disporem. O que ocorre quando o Governo procede como o atual, arrecadando e não pagando seus fornecedores e prestadores de serviços, é isto. Todos sem liquidez. A pequena empresa não paga ao fornecedor de matéria prima, este não paga seus funcionários, estes não acertam suas contas nas padarias e os donos destas não pagam seus funcionários e por aí vai. O Estado para. Governar com dinheiro é tarefa que muitos estão aptos em Alagoas. Governar sem dinheiro exige, acima de tudo, sensibilidade social e isto parece faltar ao Governo Atual e isto é qualidade rara entre os nossos. São 90 dias sem que o Estado injete recursos na Economia. Em Alagoas isto é muito grave.

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