Deputada une forças com Fetag-AL em defesa do “Amigo Trabalhador”
   2 de abril de 2015   │     13:51  │  0

Criado em 2013, o Amigo Trabalhador contempla trabalhadores rurais do corte da cana das usinas com uma bolsa mensal no valor de R$ 130, disponibilizada durante quatro meses da entressafra.

Segundo dados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Alagoas (Fetag-AL), na entressafra passada, mais de dois mil trabalhadores rurais foram beneficiados com a bolsa.

“O projeto prevê o atendimento a 12 mil trabalhadores rurais. Mas, no primeiro ano do programa, apenas 70 trabalhadores foram contemplados”, explica Cícero Domingos, secretário de Assalariados da Fetag-AL.

A diretoria da Fetag-AL  já procurou a Secretaria de Trabalho do Estado para pedir a continuidade do Amigo Trabalhador. A entidade também ganhou o reforço da Assembleia Legislativa, que ajudou a criar o programa.

A deputada Jó Pereira, do DEM, se reuniu, na semana passada, com representantes da Fetag-AL para se integrar aos trabalhadores do setor sucroalcooleiro que cobram a reativação do Amigo Trabalhador.

“Minha intenção é não deixar esse projeto acabar. O ex-deputado Joãozinho Pereira foi um grande articulador para que o Amigo Trabalhador fosse colocado em prática em Alagoas, tomando como exemplo os estados de Pernambuco e Sergipe com os programas Chapéu e Palha e Mão Amiga, respectivamente. Iniciativas que já estão em andamento há alguns e com muitos êxitos e benefícios. Se deu certo nesses estados também pode dar certo em Alagoas”, afirma a deputada

Genivaldo Oliveira, presidente da Fetag-AL, está preocupado com o desemprego porque algumas usinas já começaram a entrar na entressafra no estado. “Temos de 50 a 60 mil trabalhadores no setor sucroalcooleiro de Alagoas e, destes, cerca de 25 mil ficam desempregados na entressafra e metade deles não recebem seguro-desemprego. Esse ano a expectativa para o Amigo Trabalhador está maior que no ano passado e precisamos rever o retorno do projeto e o aumento da bolsa”, defendeu

Ampliação

Jó Pereira solicitou ao governo além da retomada do programa  que também sejam realizados cursos técnicos e um percentual de reajuste no valor das quatro parcelas de R$ 130. Ela também quer ampliar a comissão executiva do projeto,  composta apenas por representantes do governo: “Minha solicitação será feita ao governo do Estado através de emenda aditiva para que sejam incluídos representantes da Fetag, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa, ampliando as discussões e decisões na comissão”, explicou.

Capacitação

O programa Amigo Trabalhador,  coordenado pela Secretaria estadual do Trabalho e mantido com recursos do Fecoep (Fundo de Combate a Pobreza de Alagoas), também prevê cursos de capacitação.

De acordo com Cícero Domingos, secretário de Assalariados da Fetag-AL, havendo a continuidade do programa em 2015, além do pagamento da bolsa, está prevista a realização de cursos de formação para os trabalhadores.

“A capacitação é importante por ensinar um novo ofício a estes trabalhadores que ficam sem emprego durante vários meses e sem ter como sustentar as famílias”, reforçou Domingos.