Renan Calheiros vai ajudar a manter ‘energia’ da indústria em Alagoas
   2 de abril de 2015   │     16:38  │  0

Em reunião com o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas, José Carlos Lyra, na última semana, o presidente do Senado disse está empenhando para manter o contrato especial de energia da Chesf para as indústrias eletrointensivas do Nordeste.

O atual contrato acaba em junho deste ano. Líderes do setor industrial da região negociam com o ministério das Minas e Energia a renovação.

“O senador Renan Calheiros está muito preocupado. São centenas de empresas e milhares de empregos de Alagoas e outros estados do Nordeste que serão afetados se a Chesf não renovar esses contratos, aponta o presidente da Fiea.

Renan Calheiros prometeu trabalhar junto ao Ministério das Minas e Energia e a presidente Dilma Rousseff na defesa da renovação dos contratos.

“A própria presidente já sinalizou que tem interesse na manutenção desses contratos. As negociações estão fluindo bem no Ministério das Minas e Energia. Nossa única preocupação no momento é com o prazo”,  explica Milton Pradines, gerente de Relações Institucionais da Braskem.

O que é

O presidente da Fiea defende  a manutenção dos contratos especiais que garantem o fornecimento a grandes consumidores, as chamadas empresas eletrointensivas, que dependem do contrato para manter a competitividade no mercado.

No caso de Alagoas, o fim do contrato atingiria diretamente a Braskem e pelo menos outras 80 indústrias do setor químico e plástico.

José Carlos Lyra de Andrade explica que todo o Nordeste seria prejudicado: “Além de prejudicar todos os esforços que foram travados para desenvolver cadeias produtivas, com a da Química e do Plástico em Alagoas, a não renovação dos contratos ameaça mais de 145 mil empregos diretos e indiretos, assim como a movimentação de mais de R$ 16 bilhões na economia do Nordeste”.

Além da Braskem, outras grandes empresas do Nordeste também serão afetadas. Entre elas a Vale, Gerdau, Dow, Ferbasa, Paranapanema e Mineração Caraíba. A Ferbasa, por exemplo, já avisou que vai desativar sua operação na Bahia, se não for encontrada uma alternativa.

O que falta fazer

O veto da presidente Dilma Rousseff à renovação dos contratos especiais, como informei aqui (http://wp.me/p2Awck-2kR) ameaça mais de 15 mil empregos somente em Alagoas. Apesar do veto, o governo federal acenou com uma alternativa que vem sendo negociada por representantes das empresas no Ministério das Minas e Energia.

Além de as indústrias, o fim do contrato especial pode prejudicar diretamente afetar o bolso dos consumidores de Alagoas, que passarão a pagar mais caro pela energia. Essas e outras  informações estão em textos publicados aqui, recentemente:

Fim do contrato com a Chesf ameaça mais de 15 mil empregos em Alagoas: http://wp.me/p2Awck-1RO

Sinplast: sobrevivência de 60 indústrias está ameaçada em AL : http://wp.me/p2Awck-1S3

Conta de energia pode subir até 38% em Alagoas com fim de contrato da Chesf: http://wp.me/p2Awck-1TR