Bancada diverge na indicação de cargos federais em Alagoas
   2 de maio de 2015   │     18:12  │  0

A ‘distribuição’ de cargos federais em Alagoas vai entrar na pauta do governo Dilma Rousseff na próxima semana.

As nomeações devem ocorrer mesmo que os deputados federais e senadores do Estado não cheguem a um consenso – o que parece mais provável.

A regra seria manter a distribuição do jeito que está hoje. Os senadores Benedito de Lira (PP) e Fernando Collor (PTB) manteriam CBTU e Ibama. Os deputados Maurício Quintella (DNIT e DNOCS), Paulão (INSS, INCRA e MDA) e Carimbão (Codevasf) também manteriam os atuais cargos.

Até aí é consenso. No restante dos cargos, onde existem fortes divergências, a bancada vai precisar chegar a um entendimento. Sem o consenso, a disputa será decidida pelo vice-presidente e coordenador político Michel Temer.

E não custa lembrar que Temer está se estranhando publicamente com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Veja que é conflitante hoje: Marx Beltrão (PMDB), que é do time dos “novatos” teria cededido a Codevasf para Carimbão (PROS), mas quer indicar a Caixa e a CBTU. Já considerado um “veterano” e ocupando hoje a presidência da CCJ, a mais importante das comissões permanentes da Câmara Federal, Arthur Lira (PP) também quer a Codevasf e a Caixa.

Os outros deputados, todos “novatos”, não devem participar das indicações, porque estão formalmente na oposição. É o caso de JHC (SD), Pedro Vilela (PSDB) e Cícero Almeida (PRTB) . Já Ronaldo Lessa (PDT) pode ou não manter a Superintendência Regional do Trabalho. Como o PDT está rompendo com o  governo Dilma Rousseff, existe dúvida se ele vai indicar algum cargo.

O maior “imbróglio” vai se dar, no entanto, em torno dos cargos do Senador Renan Calheiros (Conab, Superintendência Federal de Agricultura e Infraero). Depois de se irritar com demissão do seu “afilhado” do Ministério do Turismo, o presidente do Senado avisou que não quer mais nenhum cargo, que não vai indicar ninguém.

A bancada está dividida. Tem gente querendo ficar com os cargos, mas há quem defenda que eles sejam mantidos como estão, até a poeira baixar: “mais a frente, se não houver entendimento entre Renan Calheiros e o governo federal, a gente pode reavaliar”, diz um deputado governista.

O que será que Michel Temer, que anda trocando alfinetadas com Renan Calheiros vai fazer? Irritar mais a ‘fera’ ou tentar agradá-lo, efetivando indicações antigas como  ocorreu com a Anvisa e ANTT em Brasília e o Porto de Maceió, em Alagoas?

O desfecho desta questão será acompanhada de perto por jornalistas de todo o Brasil, especialmente de Alagoas e Brasília.