Usinas ‘devem’ mais de R$ 200 milhões a fornecedores de cana
   12 de maio de 2015   │     15:57  │  1

Os dados são da Associação dos Plantadores de Cana-de-açúcar de Alagoas. A Asplana está cobrando uma dívida que supera R$ 200 milhões das usinas do estado. O valor representa quase um terço de todo o faturamento dos fornecedores de cana ou 10% de toda a safra do estado.

A Asplana vai promover manifestação ‘pacífica’ na próxima segunda-feira, para cobrar as usinas que devem aos fornecedores de cana. De acordo com Lourenço Lopes, praticamente todas as empresas tem alguns débitos com os produtores. O problema é que algumas tem dívidas ainda da safra passada.

“Se as usinas não derem nenhum posicionamento, nós vamos revelar os nomes dos devedores”, avisa o presidente da Asplana.

Empresas também devem a trabalhadores

A situação no setor sucroenergético é tão grave que algumas usinas, revela Fetag-AL, não estão pagando nem mesmo as rescisões dos trabalhadores safristas que estão sendo  demitidos este mês.  “Pelo menos 40% das empresas estão em débito com os trabalhadores rurais. Existe promessas de algumas usinas para regularizar a situação esta semana. Se isso não ocorrer, os trabalhadores vão para as ruas”, avisa.

Governador apoia ‘alternativa’

Uma boa saída para pagar fornecedores e trabalhadores, seguindo lideranças do setor produtivo seria o pagamento da subvenção do etanol, devida as usinas, para os credores, especialmente fornecedores e trabalhadores. A proposta tem o apoio do governador Renan Filho. O Sindaçúcar-AL já acenou que aceita essa solução.

A proposta já foi apresentada ao Ministério da Fazenda, que em princípio concorda com a solução. O que falta agora? Dinheiro. O governo federal só  vai sinalizar com o pagamento da subvenção depois da aprovação do ajuste fiscal no Congresso Nacional.

A versão oficial da Asplana

Veja texto distribuído pela assessoria da Asplana:

Pagamentos atrasados das usinas aos fornecedores chega a R$ 200 mi

A Asplana alerta que mais de R$ 200 milhões deixaram de circular no Estado por conta do atraso no pagamento das usinas aos fornecedores de cana. Segundo a entidade de classe, que representa 7.500 produtores rurais, o problema se agravou desde janeiro, quando a grande maioria das 20 usinas, que moeram na safra 14/15, deixou de quitar os débitos junto aos fornecedores.

Diante deste quadro de crise financeira, uma reunião será realizada na sede da Asplana, localizada no bairro de Jaraguá, na próxima segunda-feira, dia 18, a partir das 09 horas, para debater com fornecedores, lideranças do setor e autoridades governamentais uma saída para tentar resolver o problema.

“Queremos uma solução. Mais de 90% dos nossos associados são pequenos produtores e estão passando por dificuldades. Não têm dinheiro para fazer os tratos culturais e para sobreviver no campo. Fornecemos à cana as usinas. Elas processaram o açúcar e o etanol, venderam e receberam pelos produtos. Agora, queremos que elas paguem o que devem aos fornecedores”, alertou o presidente da Asplana, Lourenço Lopes.

De acordo com ele, sem receber das usinas os fornecedores também estão sem condições de pagar a folha salarial dos empregos em dia. “É um efeito cascata. Se não temos dinheiro, não conseguimos honrar com os nossos compromissos. O mercado nos municípios também está sendo penalizado. Afinal, o dinheiro não está circulando. Este atraso está inviabilizando o produtor”, afirmou.

Lourenço Lopes informou ainda que foi solicitada uma reunião com dirigentes do Sindaçúcar-AL e da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CRPAAA) com o propósito de se encontrar uma saída para o fim dos atrasos de pagamento aos fornecedores.

COMENTÁRIOS
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  1. Jakeline

    USINA MORENO está me devendo dois meses já. E você liga lá, ninguem te responde nada de concreto.

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