Rombo na saúde de AL é maior do que se imagina
   14 de maio de 2015   │     13:11  │  0

A atual secretária de Saúde do estado promete revelar, com detalhes, as dívidas herdadas da gestão anterior. Como revelei aqui, em primeira mão, existe um ‘rombo’ na Secretaria Estadual de Saúde, deixado pelo governo passado.

São 6 mil processos que estão sendo auditados pela CGE. Destes, 3  mil já foram analisados, dos quais 1,9 mil foram considerados irregulares e 1,1 mil foram aprovados – totalizando R$ 33 milhões em débitos que serão pagos – só não se sabe quando, nem como.

A auditoria tem revelado que a gestão anterior deixou milhares de processos literalmente embaixo do tapete. Entre os procedimentos irregulares mais comuns estão o cancelamento de empenhos, nclusive com serviço prestado ou produto entregue e com notas fiscais já apresentadas à Sesau.

Jorge Villas Bôas, secretário da Saúde no governo de Téo Vilela, disse em nota publicada aqui, nessa quarta-feira, 13, que deixou R$ 51 milhões (R$ 10 milhões na conta corrente e R$ 41 milhões de crédito efetuado pelo Ministério da Saúde em janeiro de 2015) para quitar os restos a pagar processados e não processados.

“Fora essas situações, só existem os processos em tramitação que podem ou não, a critério e análise da atual gestão, virar dívida em 2015, mesmo o processo sendo iniciado em 2014. Caso existam algumas falhas nesses processos cabe a atual gestão corrigi-las…” disse Villas Bôas.

A secretária de Saúde faz questão de reconhecer a competência técnica de seu antecessor, a quem  diz “prezar muito”, mas acredita que ele desconhecia a realidade administrativa e financeira da Sesau: “Encontramos pagamentos em aberto até de meses mais antigos, como agosto, setembro, que vão muito além dos valores relatados pelo ex-secretário”.

Rosângela Wyszomirska revela que encontrou um “conjunto de grandes problemas” no setor financeiro da Sesau: “Ficou processo sem empenho, processos empenhados e cancelados e e outros já com notas fiscal e mesmo assim o empenho foi cancelado”.

Em outras palavras, o buraco é maior, bem maior do que se imagina.