Servidor fica sem reajustes: “prioridade” do governo de AL é pagar salários
   22 de maio de 2015   │     23:30  │  1

“Exemplos” de Estados como o Rio Grande do Sul, que além de atrasar e parcelar salários estão atrasando até pagamento da dívida com a União, estão servindo de “combustível” para uma posição mais conservadora do Palácio dos Palmares na concessão do reajuste anual para os servidores públicos estaduais.

Depois de fazer projeções de receita e despesa, o governo decidiu que não vai dar reajuste aos servidores. O governo ainda não emitiu nenhum comunicado sobre a questão. Mas os secretários da Fazenda (George Santoro), Planejamento e Gestão (Christian Teixeira) e Gabinete Civil (Fábio Farias), tem explicado aos servidores que não existe disponibilidade financeira. Eles também lembram que  o Estado está impedido de reajustar os salários por conta da LRF.

“Se der reajuste corremos o risco de atrasar os salários. É preciso avaliar bem a situação”, pondera Teixeira. A “prioridade”, avisa Fábio Farias, é pagar os salários em dia. “Se der reajuste e não pagar será pior”, explica. Quanto a Santoro, ele continua “de calculadora na mão” tentando encontrar uma solução que poderá vir, avisa, no segundo semestre.

Nesse cenário, o governador parece determinado a enfrentar a “pressão” dos servidores que começam a cobrar, com greves, melhorias salariais. Ele já avisou aos secretários que não vai aumentar despesas com pessoal enquanto o “caixa” não melhorar. A prioridade, repete sempre, é garantir o pagamento dos salários em dia.

A equipe do “novo governo” se depara com “a dura realidade crise econômica” do país que afeta diretamente o caixa estadual. As medidas de endurecimento da arrecadação adotadas até agora tem conseguido um bom desempenho do ICMS, mas em contrapartida o FPE, principal receita disponível para o governo, dá sinais de queda. “Não tem dinheiro para reajustar salários agora”, resume um secretário do governo.

Novo estilo

Resta saber como o governo vai lidar com as greves e paralisações, que vão se multiplicar a partir da próxima semana.

Assessores de Renan Filho estão sendo orientados a manter o diálogo com os servidores que entrarem em greve. Mas também são orientados a pedir a decretação de ilegalidade das greves e até descontar o ponto dos grevistas. O comportamento será diferente da “era Vilela”, promete um assessor do governador.

Agora é esperar para ver quem “ganha” essa queda de braço.

COMENTÁRIOS
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  1. Não posso ter serviços privados

    Nessa “queda de braço” os únicos que ganham são os que estão no “alto escalão” do governo, pois esses em seus gabinetes super estruturados, não sentem no bolso e na mesa de suas casas, o terror do arrocho salarial.
    Quem perde de fato, são os servidores e o povo em geral. Os servidores pela miséria de terem seus salários efetivamente reduzidos, e o povo por ter de receber atendimento de servidores ainda mais desmotivados. O serviço, que já não era grande coisa, se torna pior…

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