Santoro ‘abre o jogo’ com a CUT e diz que LRF não permite reajuste
   5 de junho de 2015   │     23:09  │  4

Que George Santoro e Isaac Jacson não falam mesma linguagem, quando se trata de reajuste do servidor público, isso já se sabe.

Mas o problema agora não é alfabético, mas matemático.

O secretário da Fazenda diz que não tem dinheiro, nem margem na Lei de Reajuste Fiscal para conceder reajuste para os servidores públicos. Qualquer “ação” nesse sentido vai depender única e exclusivamente da decisão política do governador Renan Filho.

O dirigente da CUT/AL discorda. Para Jacson o governo erra nos cálculos (propositalmente ou não) da previdência, o que deixaria brecha para a concessão de 6,4% do IPCA ao funcionalismo.

Isac diz que o Estado inclui no cálculo da LRF quase R$ 500 milhões (valores de 2014) do desconto da previdência de 11% do salário dos servidores. Se o valor descontado do trabalhador e que vai para o pagamento dos aposentados e pensionistas “não entrasse” no cálculo da LRF, ele diz que o limite de gastos com pessoal em Alagoas hoje seria de 46% e não 49%.

Na avaliação da CUT, o “erro” resulta “folga” que seria suficiente para dar o reajuste do IPCA e atender outras reivindicações dos servidores.

O problema, avisa o secretário da Fazenda, é que a CUT “erra” ao interpretar da contabilidade do Estado: “já mandei um documento para a CUT explicando como é o cálculo. Só somamos os cerca de R$ 800 milhões do Tesouro Estadual que são destinados para cobrir o défict da previdência. Ainda assim o limite máximo da LRF é ultrapassado”, aponta.

Santoro diz que já apresentou todos os documentos para a CUT e promete até mostrar o extrato bancário do Estado. Tudo para que não pairem dúvidas: “não temos nada a esconder. Vamos mostrar todos os números”, aponta.

Pingo nos is

Santoro e Isac voltam a se encontrar na próxima segunda-feira, 8, em reunião para discutir os números apresentados pelo governo e para avaliar se existe margem para algum reajuste. Ao lado de outros secretários de Estado, especialmente Christian Teixeira, do Planejamento e Gestão, e dirigentes dos sindicatos de servidores, ele vão trabalhar para apresentar uma alternativa ao governador Renan Filho.

Mas se depender apenas do limite da LRF, o secretário da Fazenda avisa que não tem margem: “infelizmente o limite máximo foi ultrapassado. O que existe hoje é um grande esforço do governador para não deixar os servidores sem uma proposta”, pondera.

COMENTÁRIOS
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  1. EL LOCO

    Abaixo de 13, 01, nós da educação não aceitamos. A Justiça pode decretar a greve ilegal que eu voltarei pará a escola, mas não entrarei em sala. Sempre fomos o patinho feio na hora de aumento salarial. Já chega. Agora, ou integral ou nós da educação paramos.

  2. nivaldo

    É simples de se resolver o problema senhor secretario,dispensa os parasitas, que com certeza vai sobrar dinheiro para dar reajuste ( reposição salarial ), aos verdadeiros funcionários públicos,que trabalham.

  3. adriano

    ISSO É CONVERSA PARA BOI DOMIR!!!!! NO GOVERNO DE TÉO VILELA TAMBÉM ULTRAPASSAVA A LRF E SEMPRE DAVA OS AUMENTOS. ESSE GOVERNADOR QUE GOVERNA ALAGOAS DO JEITO QUE A SUA FAMILIA GOVERNA MURICI, DO JEITO DO QUE ELE QUER.
    A PC ENTROU EM GREVE, OS AGENTES PENITENCIÁRIOS TAMBEM, AGORA SÃO OS PROFESSORES. GREVE GERAL JÁ!!!!!!!!!

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