Comissão Geral aponta soluções para crise do setor sucroenergético
   10 de junho de 2015   │     16:40  │  0

Por iniciativa do deputado JHC, SD-AL, a Câmara Federal realizou, nessa quarta-feira, pela manhã a Comissão Geral, audiência  pública para debater a crise do setor sucroenergético nacional.

As caravanas de estados produtores, a exemplo de Alagoas, Pernambuco, São Paulo, Paraná e Goiás , transformaram a Comissão Geral do setor na maior realizada este ano na Câmara Federal.

“Me surpreendeu a participação, especialmente da bancada federal de Alagoas. A iniciativa do deputado JCH colocou a crise enfrentada pelo setor na ordem do dia, dando visibilidade aos problemas que enfrentamos e pressionando o Executivo a adotar medidas efetivas em defesa do emprego”, aponta o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.

O presidente em exercício da Asplana defendeu uma atuação conjunta das entidades que representam as indústrias, os fornecedores de cana e os trabalhadores: “estamos no mesmo barco. É preciso que o governo atenda nossas demandas específicas, como a liberação subvenção da cana, mas que também crie condições para o setor sobreviver”, aponta Edgar Filho.

Política energética é causa da crise, aponta JHC

Deputados apontaram os erros da política energética do governo como uma das causas para a crise do setor sucroalcooleiro, em comissão geral sobre o assunto que acontece nesse momento no Plenário da Câmara.

“Não há como eximir o governo da culpa”, disse o deputado JHC (SD-AL), que pediu o debate. “As políticas do governo beneficiam os combustíveis de matrizes fósseis, em vez dos oriundos de matriz energética limpa”, emenda.

“Este governo se dedicou desde o primeiro momento a manter artificialmente baixo o preço da gasolina, prejudicando a competitividade do etanol”, explica. Na visão de JHC, é preciso ajustes tributários para garantir a competitividade do etanol, além da criação de linhas de créditos específicas para o setor.

O deputado também disse que os problemas climáticos, como a crise hídrica, também têm afetado o setor, que responde por 30% do PIB do setor agrícola do Brasil. Para ele, pode sair da comissão geral um documento com recomendações para o governo federal.

Causas

Em discurso lido pelo deputado Zé Silva (SD-MG), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, destacou que o setor enfrenta desde 2007 uma das piores crises da sua história. Ele destacou que quase 60 usinas fecharam as portas só na região Sul, o que acarretou perda para os empresários, trabalhadores e toda a cadeia produtiva. “O setor ainda não conseguiu se recuperar”, salientou.

Segundo Cunha, o início do problema foi a crise econômica global, “mas a sua persistência chama a atenção”. Para ele, “o alto grau de endividamento merece exame cuidadoso, pois parece sustentar um círculo vicioso”. Conforme o presidente, as empresas têm acumulado dívidas, perdendo a capacidade de produção e necessitando de ainda mais recursos.

O presidente chama atenção para algumas iniciativas do governo neste ano que representaram um alívio momentâneo para o setor, como o aumento da Cide e PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina, o que beneficiou o etanol. Mas, para ele, é preciso definir a posição do etanol na matriz energética brasileira.

jhc2