Deputados ‘travam’ projeto de interesse do governo na ALE
   14 de junho de 2015   │     18:17  │  1

As relações entre a Casa de Tavares Bastos e o Poder Executivo mudaram completamente a partir da posse Renan Filho no governo. Os parlamentares estaduais já não são vistos com a mesma frequência de antes no Palácio dos Palmares.

Alguns deputados não conseguiram ser recebidos até o momento, quase seis meses depois, numa audiência reservada pelo governador.

Diferente de seus antecessores, Renan Filho é mais pragmático no trato político. E não só com deputados, mas também com prefeitos, vereadores e líderes de todos os setores. O governador parece dedicar mais tempo a gestão do que a política do tapinha nas costas e da conversa de pé de orelha.

Como reflexo dessa mudança no Palácio, deputados da base aliada andam reclamando, sem pedir sigilo, da falta de “afagos” do governador. É claro que além do cafezinho no Palácio alguns parlamentares querem mesmo é espaço para nomear seus cabos eleitorais e amigos.

O resultado dessa relação cada vez mais morna é a falta de pressa e de prioridade na votação de matérias de interesse do Executivo na Assembleia Legislativa. Se esfriar um pouco mais, alguns parlamentares podem até migrar para a “oposição”.

Um bom exemplo dessa “temperatura” é o projeto da LDO de 2016, enviado pelo governo para a ALE no dia 18 de maio. O projeto passado continua parado na Comissão de Orçamento e Finanças da Casa e não deve sair de lá nem tão cedo.

Seus integrantes não mostram nenhuma pressa em dar o parecer e encaminhar a votação para o plenário.

O presidente da Comissão de Orçamento é Ricardo Nezinho.  Entre os membros titulares estão Jairzinho Lira, Inácio Loiola, Marcelo Victor e Ronaldo Medeiros. Tirando o líder do governo, nenhum deles “morre de amores” pelo Palácio dos Palmares.

O que é

A Lei de Diretrizes Orçamentárias é a base do Orçamento, que só pode começar a ser elaborado depois que ela for aprovada. Outro detalhe é que o projeto tranca a pauta do Legislativo se não for aprovado até o dia 30 deste mês, quando  a ALE deve entrar em recesso.

O governo reduziu o Orçamento de 2015 de R$ 8,58 bi para R$ 8,34 bi por conta da expectativa de desaceleração da arrecadação própria e de transferências. Para adequar receita e despesa, o Executivo continua usando uma “tesoura” grande e afiada. Em 2016 o quadro pode se agravar. A LDO prevê um Orçamento ainda menor, de R$ 8,1 bi.

COMENTÁRIOS
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  1. Consigliere Alagoano

    COMO NÃO TORNAR-SE REFÉM DE UMA PROMESSA IRREALIZÁVEL
    Aumento dos Servidores e melhorias na Educação já fazem parte desta lista…
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    No calor da campanha, na busca por aqueles votos indispensáveis à vitória, é muito difícil ao candidato, recusar-se a fazer aquela promessa que vai ao encontro do que os eleitores desejam, seja ela mais ou menos possível de realizar.
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    Como a ideia torna-se rapidamente um objeto de desejo, opor-se a ela, é cortejar a impopularidade certa e, adotar uma atitude cautelosa, do tipo – “a ideia é boa, mas precisa ser mais estudada” – parecerá uma forma habilidosa de não se comprometer com ela.
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    Reconhecendo logo, estará “sacando” contra o seu capital político inicial; também consegue tirar da pauta de discussão, porque, ao lado desta matéria, inegavelmente negativa, terá muitas outras positivas a divulgar; finalmente, também estará dando uma demonstração de sinceridade e honestidade.
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    Apesar de tudo isto, sofrerá um desgaste político. É inevitável.
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    MAS O QUE FAZER CONSIGLIERE?
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    Você decide sacrificar outros projetos do seu governo para se concentrar na realização daquela promessa.
    Esta é a segunda saída do problema. É a saída heróica. Somente cabe adotá-la, naquelas condições em que a promessa feita trate de matéria de tal importância que justifique o sacrifício de outros projetos por ela.
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    Evite escolher a primeira saída, porque ela não é uma saída, e, depois de uma cuidadosa e inteligente análise de situação, escolha entre a segunda e a terceira saída.
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    R.F. se olhas para 2018, acelere o passo, já estamos no 6º mês e pouco coisa tem sido lembrada que as pequenas crises logo na LARGADA, “Choque de Gestão”, é bom, mas não porque o antecessor NÃO fez, pra ser diferente, é preciso mais TATO, a força do VOTO não blinda o ELEITO, é necessário abrir a porta do gabinete, filtrar menos, e ouvir mais, olhar pra frente e não a procura de fantasmas do Governo Passado.
    O TEMPO URGE!!

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