Governo deve ‘melhorar’ proposta de reajuste para servidores em 0,5% 
   15 de junho de 2015   │     0:50  │  1

Com o limite máximo da LRF ultrapassado e desempenho na arrecadação abaixo do esperado, o governo  de Alagoas volta para a mesa  de negociação com o Movimento Unificado dos Servidores nesta terça-feira, 16, sem muito a apresentar além do que já foi oferecido.

Os 4% em três parcelas oferecidos pelo governo aos  servidores do Estado pode não ser a “palavra” final do governo.  Mas que ninguém espere muito além disso.

O que os secretários Fábio Farias (Gabinete Civil), Christian Teixeira (Seplag) e George Santoro (Fazenda) vão apresentar aos servidores será uma variação da proposta apresentada no dia 10 passado.

O máximo que o governo pode aumentar, aponta um frequentador dos corredores do Palácio dos Palmares, é mais 0,5%.

Nesse caso, o reajuste seria de 4,5%, percentual que será difícil de “emplacar” diante do que o funcionalismo espera.

O que os servidores pedem é 15% de IPCA mais ganho real, retroativo a maio. É com esse “espírito” que o movimento unificado, puxado pela CUT, está convocando a categoria para um ato público em mercado no próximo dia 16, quando o governo apresentará uma nova proposta. A ideia de “greve geral” começa a ganhar força.

O governo espera que os servidores apresentem contraproposta. Mas não é o que vai acontecer. “Rejeitamos de imediato a proposta dos 4% em três vezes na reunião do dia 10. Vamos voltar no dia 16 para ouvir uma nova proposta. Se não for aceita os sindicatos  devem encaminhar a greve”, aponta Josimar Melo, presidente do Sindipol.

The end 

Que ninguém se engane. As negociações entre servidores e governo não devem se prolongar por mais tempo. É pegar ou largar. Ou melhor é pegar ou “parar”.

Se não chegarem a um entendimento na próxima reunião, os servidores devem decidir pela greve. E o governo já está preparado para isso.

A tese é de que é melhor enfrentar a greve do que correr o risco de dar um reajuste que poderá provocar atraso no pagamento de salários, entre outras complicações financeiras e legais.

“Na maioria dos estados os servidores estão recebendo reajustes abaixo do IPCA ou não estão recebendo nada. Na situação atual, não há como  correr o risco de dar reajuste maiores, porque o estado corre o risco de caminhar para a ingovernabilidade”, aponta um importante servidor do Palácio dos Palmares.

COMENTÁRIOS
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  1. Maurício Spermentrandonoteu

    COMO FUNCIONÁRIO PÚBLICO QUE SOU, ACREDITO QUE SE O GOVERNO OFERECER 6,40% (IPCA), COM CERTEZA O FUNCIONALISMO ACEITARÁ, MENOS QUE ISSO HAVERÁ UMA GREVE COMO NUNCA VISTO NA HISTÓRIA DE ALAGOAS. COM RELAÇÃO A POLÍCIA CIVIL, ALÉM DO IPCA, HÁ TAMBÉM O PROBLEMA PCCS QUE NÃO FOI CUMPRIDO PELO GOVERNO, POIS O GOVERNO SÓ ESTÁ PUBLICANDO 40 PROGRESSÕES POR MÊS, DE UM TOTAL DE 1.500 HOMENS. QUANDO VAI ACABAR ESSAS PROGRESSÕES? ALÉM DAS PROGRESSÕES, HÁ O PAGAMENTO RETROATIVO DAS PROGRESSÕES JÁ IMPLANTADAS, QUE ESTAVAM SENDO PAGAS NA MEDIDA QUE AS PROGRESSÕES ERAM PAGAS, AGORA NEM O RETROATIVO PAGA MAIS. O GOVERNADOR ESTÁ BRINCANDO DE BANG-BANG COM OS POLICIAIS CIVIS. VAMOS VER QUEM GANHA?! SÓ SEI QUE QUEM PERDE É O CONTRIBUINTE, O CIDADÃO DE BEM.

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