Aumento da gasolina em Maceió pode ter sido ‘combinado’ entre postos
   4 de julho de 2015   │     14:05  │  4

Pode ter sido ‘mera coincidência’ o fato dos postos de Maceió terem aumentado praticamente ao mesmo tempo os preços da gasolina na semana passada. Pode. Mas não parece.

Em menos de um mês o valor médio do combustível subiu para o consumidor de R$ 3,22 para R$ 3,37 por litro na capital.

No mesmo período, conforme mostra a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) os preços da gasolina nas distribuidoras manteve-se estável, variando de R$ 2,83 para R$ 2,84.

Notou a diferença? Enquanto o preço médio da gasolina subiu apenas subiu apenas um centavo no distribuidor,  teve aumento de 15 centavos por litro para o consumidor.

Nesse mesmo período as “promoções” despareceram dos postos. Em contrapartida a margem , que é o lucro dos postos revendedores de combustíveis aumentou mais de 30% em menos de um mês. Segundo a ANP a margem de revenda da gasolina em Maceió era de 389 centavos em 7 de junho e saltou para 53 centavos na pesquisa realizada esta semana (de 28 de junho a 4 de julho).

Outro fato foi notado pelos consumidores de Maceió nas últimas duas semanas: a diferença de preços da gasolina entre os postos praticamente desapareceu. Antes chegava a 20 centavos. Agora está abaixo de 10 centavos.

Alguém viu?

Não é difícil para qualquer cidadão perceber que há algo estranho nos preços praticados nos postos de Maceió e de Alagoas também nas últimas semanas. A pergunta que fica é se os fiscais do Procon, MPE e outros órgãos de defesa dos direitos do consumidor também conseguem enxergar algo de errado nessa repentina e injustificada mudança de preços.

anp gasolina

COMENTÁRIOS
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  1. Neto

    A máfia dos proprietários de postos de gasolina aqui em Alagoas é tão forte que ninguém tem moral para enfrentar. Já vi diversos “ensaios” que terminaram em pizza. Pobre Alagoanos.

  2. João T. Calheiros

    Sr. Edvaldo, embora não tenha legitimidade para falar pela categoria, pois a pouco vendi um posto, ante a atividade comercial mais ruim que já fiz em toda a minha vida, mas me sinto na obrigação de me manifestar , para não caírem na armadilha de posto de combustíveis. Da pra se ver a quantidade de postos fechados, fruto das inúmeras concessões de postos distribuídas, irresponsavelmente para os protegidos políticos. Com isso, Maceió ainda tem muito posto para pouco carro, pois existe um custo fixo a ser coberto e, se vender pouco combustível, não consegue, sequer, atingir o ponto de equilíbrio. Todavia, quando as coisas começaram a melhorar, veio a política de mobilidade urbana, implantada, sobretudo, nas capitais, induzindo as pessoas a usarem transportes coletivos, somada a famigerada crise econômica, que desmerece comentários, o que fez cair, vertiginosamente, o consumo de combustíveis. Com isso, soma-se o aumento de energia elétrica e do piso salarial da categoria. Ou seja, aumenta-se o custo do seu negócio e diminui-se a receita. Daí, ou se faz uma adequação do valor do combustível com a realidade, ou quebra, gerando, ainda mais, o desemprego no nosso Estado e comprometendo a geração de rendas para a população. Negocio bom, só sabe quem ta dentro pra fiscalizar, acompanhar a rotina e fazer conta. Este é o meu ponto de vista.

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