Alagoas perde mais de 26 mil empregos em apenas seis meses 
   18 de julho de 2015   │     3:47  │  1

É grave a crise. Mais grave do que se pensa. Não falo apenas da “chiadeira” do governo que está no momento numa nova queda de braços com o funcionalismo.

Alagoas continua perdendo vagas no mercado de trabalho. Segundo dados do Ministério do Trabalho o estado fechou o mês de junho com saldo negativo de -1.646 vagas com carteira assinada. A variação ficou negativa em -0,48% na comparação com o estoque do mês anterior.

De janeiro a junho de 2015, o estado registrou 86.655 demissões e 59.826 admissões. No acumulado do ano, Alagoas já perdeu mais de 26,8 mil empregos de carteira assinada.

Praticamente todos os setores da economia registraram saldo negativo na geração de empregos em junho, segundo o Caged (Cadastro geral de emprego do Ministério do Trabalho).

Até o setor de serviços fechou o mês no vermelho, com -299 vagas ou -0,30% em relação ao mês anterior. O setor que mais demitiu em Alagoas no mês passado, no entanto, foi o da construção civil, que fechou com perda de -758 empregos com carteira assinada, em queda de -2,56% em relação ao mês anterior.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, já foram fechados – 1.795 empregos no setor da construção, um recuo de -4,74% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Já o comércio fechou junho praticamente estável no mês passado, com redução de apenas 22 vagas. No ano, o setor perdeu -1.475 empregos com carteira assinada, em queda -1,64%.

O mais preocupante fato do mês passado no mercado de trabalho alagoano foi o comportamento do setor de serviços, que fechou pela primeira vez no ano no vermelho. Pode ser esse um sinal de esgotamento da capacidade do setor de gerar novos empregos em Alagoas.

Estado perde 3 estaleiros em 6 meses 

De acordo com o Caged, nos seis primeiros meses de 2015, Alagoas perdeu -26.859 postos de trabalho com carteira assinada, o que equivale ao número de empregos que seriam gerados por três grandes estaleiros do porte do Eisa.

Pior é que o projeto do estaleiro Eisa (hoje batizado de Enor) está abandonado e praticamente inviável.

Um velho problema 

Analisando friamente os números, é possível dizer que as maiores perdas de empregos em Alagoas no acumulado de 2015, no entanto, são decorrentes do final da safra de cana. A partir de setembro, com a moagem, parte desses empregos será recuperada.

Na tabela é possível perceber que o setor da indústria de transformação, que inclui as usinas do estado, perdeu mais de 26 mil vagas. As outras perdas no acumulado do ano se concentraram construção (-1.795), comércio (-1.475) e agropecuária (-754).

No acumulado do ano o setor de serviços ainda está no positivo, com a geração de 3.718 vagas, desempenho que ajudou o estado a minimizar a perda de empregos em outros setores.

CAGED

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