Paulão quer desapropriar terras de João Lyra com ‘encontro de contas’
   17 de agosto de 2015   │     17:16  │  5

Representantes do movimento agrário alagoano, que inclui diversos movimentos de sem terra,   e a direção do Incra local tem audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário no próximo dia 1°, em Brasília.

Em pauta, o destino de três propriedades ocupadas por sem-terra pertencentes ao Grupo João  Lyra. A informação é do deputado Paulão (PT/AL), que discutiu o assunto com Patrus Ananias e o delegado do MDA em Alagoas, Estêvão Oliveira, na semana passada.

Segundo Paulão, a ideia é fazer um encontro de contas entre as dívidas de João Lyra  junto à  União, com o objetivo de desapropriar  as terras em questão para fins de reforma agrária. As propriedades ocupadas da massa falida do Grupo são das usinas de Guaxuma, Uruba e Laginha, que estão fechadas e podem ser leiloadas para pagamento de dívidas.

O empresário João Lyra não gostou nem um pouco da sugestão do deputado federal Paulão, do PT, que defende “um encontro de contas” na questão que envolve a ocupação de terras da massa falida da Laginha Agroindustrial para a liberação das terras do Grupo JL com o governo federal. A  ideia é ‘abater’ a dívida que o grupo tem com a União em troca de parte das terras.

Numa conversa com um amigo João Lyra, disse que não vai aceitar e lembrou q tem mais de R$ 1 bilhão em créditos do governo federal da lei 4870. “Além disso, João Lyra recorda da situação da Agrisa. As terras estão lá, abandonadas e até hoje Nivaldo Jatobá não recebeu nada”, diz o ‘amigo’.

Versão oficial

Veja texto distribuído pela assessoria de Paulão:

Paulão quer encontro de contas para desapropriar terras de João Lyra‏

No próximo dia 1° de setembro o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, recebe em Brasília representantes do movimento agrário alagoano, direção do Incra nacional e do Incra Alagoas, para tratar de três propriedades rurais ocupadas por trabalhadores sem-terra no Estado, pertencentes ao Grupo João  Lyra. A informação é do deputado Paulão (PT/AL), que discutiu o assunto com  Patrus Ananias e o delegado do Ministério  em Alagoas, Estêvão Oliveira, nesta quarta-feira (5).

Segundo Paulão, a ideia é fazer um encontro de contas entre as dívidas milionárias que João Lyra  possui junto à  União, com o objetivo de desapropriar  as terras em questão para fins de reforma agrária. As propriedades ocupadas incluídas na massa falida do Grupo são das usinas de Guaxuma, Uruba e Laginha, que estão fechadas e podem ser leiloadas para pagamento de dívidas.

“O Grupo João Lyra, com falência decretada judicialmente desde 2008, possui débitos altíssimos com a Fazenda Nacional e a Previdência Social. Acredito que seja possível  efetivar esse processo em benefício da reforma agrária. A área das três usinas, que soma mais de  30 mil hectares, está ociosa e pode ser utilizada positivamente pelas famílias  que necessitam produzir e garantir seu sustento de forma digna”, disse o deputado.

COMENTÁRIOS
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    1. Ilse

      Concordo com vocè, Paulo! Lembrar dos ex-funcionários não lembram.Por que ao invés de dá as terras aos que se dizem sem terra ,não vêem uma maneira,dentro da lei, de pagarem aos funcionários com elas?Já que não tem dinheiro,paga com terra.É mas justo doque dá a quem nunca trabalhou nessas empresas.Ademais,tem muita gente aí se dizendo sem terra,no entanto querem é tirar proveito da situação.

  1. SEVERINO FEIJÓ DE MENDONÇA

    A REFORMA AGRÁRIA DAS USINAS ESTÃO ATRASADAS. LEVANDO EM CONTA A SONEGAÇÃO ,ACREDITO QUE JL AINDA ESTÁ DEVENDO.

  2. amorim

    Caro Edivaldo Júnior

    Os seus comentários econômicos são valiosos, já o mesmo não pode ser dito dos temas políticos. Política me parece que não é sua praia.

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