Para amenizar crise, Rui Palmeira vai a Brasília em busca de empréstimos
   1 de setembro de 2015   │     20:57  │  1

A crise chegou no caixa da prefeitura de Maceió. Literalmente. O prefeito Rui Palmeira já sinalizou que enfrenta dificuldades até para pagar a folha, que dirá para manter obras e serviços em execução no município.

A prefeitura já analisa a possibilidade de parcelar ou atrasar salários, se a situação continuar se complicando. As dificuldades financeiras, aponta o prefeito, não se restringem apena ao Fundo de Participação dos Municípios, que representa 40% da receita de Maceió. A desaceleração de impostos estaduais, como o ICMS, e municipais (especialmente o ISS), contribuem para acender a luz amarela.

A ordem agora é administrar com a ‘faca nos dentes’. A prefeitura vai cortar “na carne”, para evitar o atraso de salários e de fornecedores.

Mais de US$ 130 milhões

A prefeitura está negociando os empréstimos com o Banco Mundial e o Comitê Andino de Fomento como antecipei aqui (http://wp.me/p2Awck-2sq) em março deste ano. São operações, revela o prefeito, de US$ 65 milhões e US$ 70 milhões, respectivamente.

Para a liberação dos empréstimos só falta a aprovação do governo federal. O problema é que o ministro Joaquim Levy não quer liberar nenhuma operação desse tipo este ano, para não afetar o superávit primário.

É possível que a prefeitura seja autorizada a continuar com as negociações e a operação seja liberada a partir de 2016.

Além disso, a prefeitura também espera pela liberação de mais R$ 176 milhões do PAC Mobilidade. Os recursos, parte convênio com governo federal e parte financiamento, podem ser liberados ainda este ano: “todos os nossos projetos  foram autorizados e homologados. Estive com o ministro   Gilberto Kassab (Cidades) e ele me assegurou que a presidente Dilma Rousseff garantiu a liberação de todos os recursos do PAC Mobilidade”.

Versão oficial

A Secom de Maceió distribui texto sobre a ida de Rui Palmeira a Brasília. Veja:

Rui Palmeira vai a Brasília em busca da liberação de empréstimos

Com a crise financeira reduzindo os repasses de recursos do Fundo de Participação dos Municípios brasileiros, o prefeito Rui Palmeira segue para Brasília, nesta terça-feira (1º), para participar do esforço da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em busca da liberação de empréstimos internacionais para Maceió. Rui Palmeira é um dos vice presidentes nacionais ds Frente.

Ele se junta a prefeitos de todo o Brasil para discutir a pauta co  o presidente do Senado, Renan Calheiros.

A mobilização de prefeitos busca o apoio do presidente do congresso, Renan Calheiros para sensibilizar a presidente Dilma e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy sobre as necessidades das cidades.

Em todos os municípios alagoanos, a queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tem provocado problemas administrativos, como o atraso em obras estruturantes e dificuldade para o pagamento dos salários.

“É uma situação bastante grave, todos nós sabemos disso. Estivemos na AMA, no último dia 24, a convite do presidente Marcelo Beltrão e mostramos um pouco da realidade que vive Maceió, já que boa parte das cidades do interior vive com recursos exclusivos do FPM”, disse Rui Palmeira.

Ainda segundo o prefeito, para Maceió, o Fundo representa 40% da receita e com a queda na arrecadação de tributos importantes, a cidade passa por dificuldades. “O Imposto Sobre Serviços (ISS) vem caindo nos últimos dois meses e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também mostra uma retração, até porque a economia vai mal e o consumo diminui e afeta diretamente a receita dos municípios”, destacou.

Ao longo do ano, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) vem articulando a liberação desses recursos junto a União.

“No momento, o governo federal não tem condições de apoiar as cidades brasileiras. O que pedimos é que ele permita que os municípios que fizeram o seu dever de casa, fizeram os ajustes necessários e têm condições de tomar empréstimos possam fazê-lo. Dessa forma poderemos seguir com obras estruturantes muito importantes para a cidade”, destacou o gestor, ressaltando que Maceió está apta a receber este crédito.

Com os recursos em caixa, o objetivo é investir nas áreas mais carentes de Maceió, como a região da Orla Lacunar, Litoral Norte e em bairros como Clima bom e Cidade Universitária. “Se quisermos combater a letargia econômica e as dificuldades que o país passa, nada melhor do que trazer investimentos que irão ajudar no crescimento das cidades. Uma das nossas preocupações, por exemplo, está no Litoral Norte e a falta de saneamento naquela região”, disse Rui Palmeira.

 

COMENTÁRIOS
1

A área de comentários visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que que firam a ética e a moral não serão liberados.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do blogueiro.

  1. OBSERVADOR

    A matéria mistura a busca de empréstimos para obras, com busca de empréstimos para pagamento do servidor tudo em um balaio só.
    Se estamos em crise, a prioridade é o pagamento do servidor e não investimento em obras, ah não ser, obras extremamente necessária como escolas, postos de saúde, etc.

Comments are closed.