Téo Vilela se submete a cirurgia de ‘ablação’ em São Paulo
   8 de setembro de 2015   │     17:40  │  0

Um velho problema voltou a incomodar a saúde do ex-governador Teotonio Vilela Filho. Depois de uma nova crise de arritmia ele viajou para São Paulo nesta terça-feira, 8.

De acordo com a assessoria do ex-governador não é nada grave. “É uma ablação para acabar com a arritmia. Está fazendo agora”, informa a assessoria do ex-governador.

Téo Vilela, quando governador,  teve várias crises de arritmia, incluindo uma ocorrência na última semana de governo, que quase o impediu de participar da solenidade de transmissão do cargo para Renan Filho. Pelo que se sabe, ele saiu direto do hospital (Santa Casa) para participar da solenidade no dia 1º de janeiro.

Ainda como governador, Vilela fez outras cirurgias (osso do carpo e diverticulite).

O que é ablação

O texto a seguir é do site do Hospital do Coração

Ablação da Fibrilação Atrial

A Fibrilação Atrial é uma arritmia que tem características muito particulares e diferentes das demais arritmias. É muito frequente na atualidade e com tendência a aumentar devido à maior longevidade da população, já que é mais prevalente nas pessoas idosas.

Geralmente os pacientes queixam de palpitações que iniciam subitamente e podem durar poucos segundos até horas ou dias. Pode retornar espontaneamente ao ritmo normal ou necessitar de intervenção médica para sua normalização (através de medicamentos por via oral, endovenosa ou até mesmo a cardioversão elétrica). Se o paciente tiver outros problemas no coração, a arritmia pode causar sintomas intensos chegando até a tonturas e perda dos sentidos.

A fibrilação atrial como o próprio nome indica, compromete os átrios que são as cavidades superiores do coração os quais, durante a arritmia podem chegar a bater em até 600 batimentos por minuto. Nesta frequencia, os átrios apenas tremem, e não são capazes de bombear o sangue aos ventrículos. O fluxo sanguíneo lento nessas cavidades provoca a mais temida complicação dessa arritmia que é a formação de coágulos dentro do coração. Esses coágulos podem se desprender e obstruem vasos importantes, podendo provocar os conhecidos derrames (AVC).

Devido a isto, apesar da fibrilação atrial ser considerada uma arritmia de menor risco, pode provocar complicações muito graves quando não tratada, principalmente nas pessoas com predisposição, como as que sofrem de hipertensão, os idosos, as mulheres que usam anticoncepcionais os que apresentam o coração dilatado e os diabéticos.

O tratamento da fibrilação atrial depende muito da condição do coração do paciente e podem ser utilizados medicamentos (tratamento clínico) e até tratamentos cirúrgicos (com abertura do tórax ou por cateter).

Veja aqui o texto completo: http://www.hcor.com.br/EspecialidadeseServi%C3%A7os/Servi%C3%A7osDiferenciados/Servi%C3%A7osdeArritmia/ArritmiaProcedimentosTerap%C3%AAuticos/Abla%C3%A7%C3%A3odaFibrila%C3%A7%C3%A3oAtrial.aspx