Como será o (des)encontro de Dilma e Renan em Alagoas?
   12 de setembro de 2015   │     0:51  │  0

Em busca de reforço político, Dilma Rousseff está fazendo uma “rodada” completa pelo Nordeste. A cada sexta-feira ela visita um Estado.Já foi a sete. Em Alagoas a agenda estava prevista para o dia 11 ou 18 deste mês.

Como ontem a presidente foi ao  Piaui e só falta visitar Alagoas e o Rio Grande do Norte, a expectativa é que ele confirme a vinda ao estado para a próxima sexta-feira, 18.

Dilma Rousseff se confirmar a data, começa a visita a Alagoas pelo Canal do Sertão acompanhado dos ministros Giblerto Occhi (Integração) e Kátia Abreu (Agricultura) e  e termina em Maceió.

O presidente do Senado, que embarcaria para a China, na quarta-feira, 16 (dia do seu aniversário), desistiu da viagem internacional, mas ainda não disse acompanhará ou não a presidente na visita ao Estado.

Se vier com Dilma Rousseff, que já o teria convidado, Renan Calheiros vai demonstrar apoio público a presidente, num momento muito crítico para o governo.

Se não vier, vai demonstrar apoio a ala do PMDB, mas próxima de Michel Temer, que torce pela renúncia ou impeachment dela.

Pelo que se ouve em Brasília, Dilma Rousseff está com os dias contados.  A expectativa é que de um eventual processo de impeachment seja aberto na Câmara Federal em meados de outubro. Para onde pender, contra ou a favor, Renan Calheiros vai ajudar a escrever o final da história.

Claro que o presidente do Senado terá uma boa desculpa para evitar a viagem presidencial. Isso porque, como se sabe, ele tem evitado compromissos públicos em Alagoas para não “ofuscar” o governador Renan Filho. Se bem que a essa altura, talvez a relação já comece a se inverter. Mas essa,claro, é outra história.

Respingando na presidente

Ao falar da perda do grau de investimento, pelo Brasil, essa semana, Renan Filho ‘soltou o verbo’ e disse que o rebaixamento pode provocar o “encarecimento da rolagem da dívida pública e mais dificuldades para as empresas no Brasil, bem como para o cidadão”, já que a economia deve sofrer um baque com a redução da confiabilidade do país.

“O Brasil precisa de um ajuste. Mas, um ajuste com alguém liderando”, cutucou o governador em entrevista. “O Brasil precisa de um ajuste que corte gastos e obrigue o governo a cortar na carne e – se for necessário – que o governo proponha aumento de arrecadação”, emendou.

As críticas de Renan Filho à condução da política econômica, essa semana, seriam resultado do encontro, na terça-feira,com Michel Temer. O PMDB, oficialmente, vai defender a permanência de Dilma Rousseff no governo, mas desde que ela “reaja”, anunciando medidas para reduzir gastos públicos.