Delegados e fiscais ‘querem’ aumentar salário do governador
   13 de setembro de 2015   │     20:12  │  4

Num Brasil em que nem todos são iguais perante a lei, algumas categorias de servidores públicos tem que ter “jogo de cintura” para defender seus interesses – e salários, especialmente funcionários que estão  na elite do serviço público.

Do ponto de vista da formação e das responsabilidades procuradores de estado, promotores e juízes e tem “peso” semelhantes a delegados e fiscais de tributos. Mas quando o assunto é o salário, os dois blocos se dividem em grupos bem distintos. Uns tem salários vinculados ao teto de ministro do STF e ganham até R$ 28 mil.

Os outros tem seus salários vinculados ao vencimento do chefe do executivo e o vencimento pode ser, no máximo, de R$ 22 mil, o salário do governador de Alagoas. Atualmente, os salários dessas categorias variam entre R$ 18 mil e R$ 22 mil.

Como resolver essa diferença? A única alternativa é aumentar o salário do governador. Talvez por isso delegados da Polícia Civil e fiscais da Secretaria da Fazenda tenham, ainda que ‘discretamente’, iniciado uma campanha para melhorar seus salários.

Os delegados e fiscais também querem ter direito a um reajuste, assim como tiveram, desde o início do ano, seus “colegas” do judiciário. Mas para isso dependem da aprovação de projeto de lei aumentando o salário do governador do Estado, teto  constitucional da categoria.

O presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas, tem recebido visitas cada vez mais constantes de líderes das duas categorias.  Nessa caso, é importante ressaltar, o projeto de lei pode ser de iniciativa do Legislativo.

Uma fonte me assegura que Luiz Dantas tem resistido aos “apelos”, mas não se sabe até quando vai continuar firme.

O governador, é claro, já avisou a Luiz Dantas e a sua bancada na ALE que não quer  o aumento, por conta das dificuldades financeiras do Estado.

No ano passado, Téo Vilela também tentou resistir a movimento parecido – em vão.

Delegados e fiscais tem um grande peso no serviço público e são muito influentes entre políticos. Será difícil dizer não indefinidamente.

COMENTÁRIOS
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  1. SSindifisco-AL

    Caro Edvaldo Júnior,
    Fiscais de tributos e delegados têm, ainda, como teto remuneratório, o subsídio do governador do Estado, ressaltando que apenas cinco Estados da federação mantêm essa situação. Como é de seu conhecimento, reposição de perdas salariais não significa aumento, apenas a manutenção do poder aquisitivo, direito previsto pelo artigo 37, inciso X, da Constituição Federal. Pelo princípio da isonomia, todos os servidores públicos devem ser tratados da mesma forma, então, torna-se necessário a reposição das perdas inflacionárias sobre nosso teto remuneratório, sob pena de termos partes das duas categorias tratadas de forma diferenciada dos demais servidores, especialmente, quando sabemos que estão, nesse teto remuneratório, servidores no último nível de suas carreiras, que dedicaram uma vida inteira exclusivamente ao serviço público.
    Atento: reposição de perdas salariais não é aumento!
    Lúcia Beltrão
    Presidente do Sindifisco-AL

  2. SEVERINO FEIJÓ DE MENDONÇA

    TUDO ISSO É UMA JOGADA INTELIGENTE,POIS COM ESSE AUMENTO MUITAS CATEGORIAS DE ELITE COM FISCAIS,JUÍZES,DESEMBARGADORES, PROMOTORES E DEPUTADOS SERÃO PUXADOS POR UMA ONDA GIGANTESCA DE NOVOS AUMENTOS.

  3. edmar

    Querem impor suas vontades e aumentos verdadeiramente a FORÇA! País esculhambado mesmo, aonde ainda exiistam categorias que aumentam indiscriminadamente seus salários sem se preocupar com nada e ninguem, ao não ser, com seus próprios interesses!

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