Arrendamento de usinas do Grupo João Lyra sai ainda esta semana
   22 de setembro de 2015   │     15:39  │  0

O juiz Kleber Rocha, responsável pelo processo da massa falida da Laginha Agroindustrial na Justiça de Alagoas adiantou que vai anunciar a decisão sobre o arrendamento de três das cinco usinas do Grupo João Lyra, fechadas após o processo de falência, até a próxima sexta-feira, 25.

O magistrado explicou que espera apenas a palavra final do administrador judicial da massa,  Luiz Henrique Da Silva Cunha, que vem negociando com os interessados.

Como antecipei aqui (http://wp.me/p2Awck-2Ts) duas cooperativas de Alagoas – uma de usineiros, outra de fornecedores de cana – estão na disputa pelo controle da usina Uruba, que pertence a massa falida da Laginha Agroindustrial.

A Coopervale quer arrendar a Uruba por dez anos e oferece um percentual de comercialização de produção (4%) e mais um valor por arrendamento das terras (cerca de 6 mil hectares), que varia, dependendo da condição (tabuleiro ou encosta) de 4 a 9 toneladas por hectare.

A CPRAAA, mais conhecida como Cooperativa dos Usineirospropôs inicialmente o arrendamento das terras, mas também apresentou proposta para operar a usinas durante a audiência com o juiz Kleber Rocha no último dia 4. Os detalhes não foram revelados.

A empresa São João Cargill (SJC) e a paulista PAM empreendimentos S/A,  apresentaram propostas para arrendamento de usinas do grupo João Lyra na audiência que ocorreu na sexta-feira, 4, no escritório da “Massa Falida” em Maceió.

A SJC apresentou interesse no arrendamento da usina Vale do Paranaíba, de Capinópolis,MG, mas solicitou maior prazo para apresentar uma proposta detalhada, já que necessita ver as reais condições das instalações da Vale do Paranaíba.

A PAM empreendimentos S/A apresentou proposta para arrendar a usina Triálcool, instalada em Canápolis (MG), com um plano de negócios a ser desenvolvido em 10 anos.

As propostas apresentadas pelas empresas serão analisada pelo juiz Kleber Borba e os dirigentes da “Massa falida”. As garantias de manutenção das atividades das empresas terá grande “peso” na análise do magistrado e dos gestores do grupo falido.