Safra de cana será menor do que o esperado e deve chegar a 18,5 mi de toneladas em AL
   26 de agosto de 2016   │     14:17  │  2

A safra de cana-de-açúcar 2016/2017 será menor do que o esperado em Alagoas. Não chegará nem a 20 milhões de toneladas, como se chegou a imaginar antes do inverno “desidratar” em Alagoas.

Em nova estimativa, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, avalia que o crescimento em relação à safra anterior será de 13,4%, quando foram beneficiadas no Estado 16,3 milhões de toneladas de cana.

O que “pesou” no novo levantamento foi a escassez de chuvas em julho e agosto. As usinas e fornecedores também enfrentam dificuldades para fazer os tratados culturais dos canaviais. Sem adubo na hora certa, a cana não desenvolve todo o seu potencial.

No evento, que abriu oficialmente a safra 16/17 na região Nordeste, realizado em João Pessoa, na Paraíba, o Sindaçúcar-AL apresentou a perspectiva de moer 18,5 milhões de toneladas de cana – um crescimento de pouco mais 2 milhões de toneladas ante a safra anterior, que foi considerada a pior da história.

Ainda falta muito, portanto, para o estado chegar à média anual de 26 milhões de tonelada.

A estimativa das usinas alagoanas é de produzir 1,3 milhão de toneladas de açúcar (cristal e VHP) e 427.874 milhões de litros de etanol, sendo 243.287 milhões de litros do tipo anidro e 184.587 milhões de litros de hidratado.

De acordo com dados apresentados no evento, os nove Estados nordestinos deverão beneficiar 50,2 milhões de toneladas de cana ante uma média história de 63 milhões. Alagoas deve colher a maior safra, seguido por Pernambuco com 13,5 milhões de toneladas e Paraíba com 5,6 milhões de toneladas.

Asplana avalia que safra poderá ser ainda menor

Apesar da previsão de crescimento do Sindaçúcar-AL, o presidente da Asplana, Edgar Filho, alerta que a nova moagem corre o risco de não corresponder as expectativas do setor, em função da escassez de chuva  nos últimos dois meses na zona da mata alagoana.

“A safra começou. Mas, acreditamos que a moagem não deverá ser tão boa quanto as usinas vêm anunciando. O tempo levantou, não está tendo chuvas. Não tivemos condições financeiras para fazer os tratos culturais e nem plantar. Se repetir os números do ciclo passado, já será uma grande conquista”, alertou Edgar Filho.

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