Monthly Archives: setembro 2016

Eleição deve ser marcada por “surpresas”, principalmente no interior
   30 de setembro de 2016   │     13:32  │  7

É quase uma unanimidade entre os “especialistas” da política alagoana: as urnas trarão, no domingo, especialmente nas cidades do interior, resultados inesperados.

“O comportamento do eleitor está estranho. A maioria mostra desinteresse e quando emite opinião não é de maneira firme”, aponta um experiente “leitor de pesquisas”.

É voz geral até entre os diretores de institutos locais que as pesquisas mais vão errar do que acertar. “Na mesma rua, os eleitores mudam de opinião entre uma pesquisa e outra, apenas com alguns dias de diferença”, explica o diretor de um instituto alagoano.

Nas menores cidades, onde a disputa tem apenas dois lados, os resultados são mais previsíveis. As maiores “surpresas” deve vir mesmo das cidades com mais de 40 mil habitantes, onde as redes sociais e a campanha no rádio tem maior peso.

Na capital, a “surpresa” será uma possível decisão da eleição no primeiro turno, embora seja mais provável a disputa em segundo turno. Nesse caso, o que se espera é que Rui Palmeira passe para a próxima fase da eleição com Cícero Almeida ou JHC.

Rearranjo

Com ou sem surpresas, as urnas vão traçar um novo cenário na política de Alagoas. O PMDB de Renan Filho e Renan Calheiros tem 73 candidatos a prefeito, com chances de eleger cerca de 35.

Ainda assim, há quem acredite que o grupo do governador e do senador perderá forças nos maiores colégios eleitorais, abrindo  espaço – em caso de vitória do PSDB em Maceió – para a oposição.

Candidatos compram votos pelo Watsapp por até R$ 150 em Maceió
   28 de setembro de 2016   │     21:23  │  4

Voto não deveria ter preço.  Mas tem. Em Maceió a “cotação” média é de R$ 100 por cada sufrágio. Alguns eleitores com quem conversei nos últimos dias revelam ter recebidos propostas de R$ 50, R$ 100 e até R$ 150.

Além dos cadastros – as tradicionais listas  de eleitores – feitas por bairros, a compra de votos está mais sofisticada e já está sendo feita por APPs  que oferecem entre seus atrativos a criptografia.

Uma estudante da área de comunicação da UFAL recebeu, nessa terça, 27, em seu Watsapp a mensagem de um amigo: “O patrão de xx está comprando votos. R$ 150 por aí. Diga logo se quer. E veja se mais alguém quer”, disse um colega. E ela: “Que horror. Meu Deus”.  Não aceitou, mas decidiu preservar a identidade do amigo.

O voto em questão é para um candidato a vereador em Maceió. Apesar das dificuldades para a arrecadação oficial dos candidatos, existem rumores de que o dinheiro (ou a promessa) para compra de voto começou a circular fortemente nos últimos dias em Alagoas.

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Doações em dinheiro para candidatos a prefeito de Maceió estão muito abaixo do esperado
     │     11:45  │  1

O limite de gastos para candidatos a prefeito de Maceió nas eleições deste ano é de R$ 4.504.729,69, para cada um.  Dificilmente esse valor será atingido. Levantamento no sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do TSE, com posição dessa terça-feira, 27, a noite, mostra que juntos os sete candidatos ainda não alcançaram nem metade do valor em doações.

Até ontem as doações registradas pelos sete candidatos somavam R$ 2,11 milhões. Deste total, cerca de R$ 1,9 milhão foram originados em fundo partidário.

Anote os valores registrados pelos candidatos até ontem:  Cícero Almeida,  R$ 452.750,00; Fernando do Vilage, R$ 4.781,76; Gustavo Pessoa,  R$ 0,00; JHC, R$ 826.610,00; Paulão, R$ 82.927,86; Paulo Memória, R$ 150.000,00;  Rui Palmeira, R$ 599.520,00.

A realidade das doações é diferente do que se vê nas campanhas – não só em Maceió, mas em todas as cidades do estado. Não custa lembrar que os candidatos tem até a próxima sexta-feira para registrar receitas e despesas.

Institutos divulgam mais três pesquisas eleitorais em Maceió até sexta-feira, 30
   27 de setembro de 2016   │     23:59  │  4

Sem títuloA eleição da capital será decidida no próximo domingo, 2 ou vai para o segundo turno?

A pesquisa Gape, divulgada ontem pela Gazeta de Alagoas mostra um quadro indefinido. Rui Palmeira (PSDB), aparece com 37% das intenções de voto, abrindo 12 pontos em relação ao segundo colocado, Cícero Almeira (PMDB), com 25% de. O terceiro colocado foi JHC (PSB), com 14%, enquanto Paulão (PT) aparece com 1%. Os demais candidatos não pontuaram na pesquisa.

A diferença entre Rui Palmeira e os demais candidatos ( que somaram 40%) ficou dentro da margem de erro, indicando que a eleição pode ser resolvida no dia 2, embora a tendência seja de uma nova eleição no dia 30 de outubro.

As próximas  pesquisas devem apontar para uma definição deste quando. Nesta quarta-feira serão divulgados mais dois resultados, feitos pelo Paraná Pesquisas (na TV Pajuçara) e Instituto Verittas.

A pesquisa “definitiva”, em mais uma eleição, será a do Ibope, a última a ser divulgada, na sexta-feira. O resultado, como antecipei aqui, será apresentado no AL TV 2ª Edição, as 19h15 do próximo dia 30.

A coleta de dados do Ibope e dos outros institutos serão realizados antes do debate na TV Gazeta, na quinta-feira, 29, às 22h30. O desempenho dos quatro candidatos que pontuaram no Gape, “confronto” direto pode afetar ou não o resultado da eleição.

Pelo que se viu até agora nos outros debates – tanto na TV Mar, quanto na Pajuçara – é um equilíbrio entre os quatro concorrentes. Mantida essa lógica e sem fato novo, o debate será decisivo, mas não a ponto de alterar a posição dos candidatos na corrida eleitoral. A conferir.Sem título

Dinheiro não “aparece” para candidatos nem mesmo na reta final dae campanha
     │     13:48  │  3

Que a circulação de dinheiro nas eleições de 2016 seria menor, já se esperava. Mas as dificuldades financeiras nas campanhas são bem maiores do que se imaginava.

Não bastassem as limitações impostas pela Justiça Eleitoral, que impede a doação por pessoa física para os candidatos, a greve dos bancos surgiu como um novo complicador nestas eleições.

E não é só. Receita Federal, TSE, MPF e PF estão monitorando as movimentações financeiras “estranhas” , especialmente nos últimos dias das eleições.

Com tantas dificuldades reais, restaram a alguns candidatos recorrer a agiotas ou tentar se desfazer de algum patrimônio pessoal, incluindo veículos e imóveis.

É isso ou correr o risco de perder “tudo” por falta de dinheiro para manter a campanha na reta final.

Seja qual for o resultado,  esta eleição já está entrando para a história como a mais barata das últimas décadas.

Partidos como o PMDB, que movimentaram milhões nas eleições de 2014, agora restringem suas doações ao fundo partidário. Para candidatos a prefeito das menores cidades, as doações oficiais ficam entre R$ 20 mil e R$ 40 mil.