Com retomada das chuvas, fornecedores de cana apostam numa safra maior em AL
   5 de setembro de 2016   │     15:30  │  2

O copo está meio cheio ou metade vazio? Tudo depende de quem vê. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Edgar Filho anda mais otimista – ou menos pessimista – com a safra de cana-de-açúcar 16/17 em Alagoas: “com as chuvas dos últimos dias, devemos ter crescimento na safra acima de 10%. Além disso, o mercado está bom para o açúcar, o que projeta preços melhores da matéria-prima durante a moagem”.

Otimismo a parte, Edgar Filho sabe melhor que ninguém das dificuldades enfrentadas pelos fornecedores do estado, especialmente nos atrasos de pagamentos das usinas: “temos trabalhado em busca de uma solução. O momento, acredito, é de perseverar. Todo o setor está em crise e é preciso encontrar saídas dentro da legalidade”, aponta.

O presidente da Asplana, não perdeu, por exemplo, esperanças no empréstimo internacional para as usinas de cana-de-açúcar: “diante das informações que temos, acreditamos que operação deve sair ainda este mês ou no começo de outubro. A burocracia é imensa, mas pelo que sei todos os obstáculos legais foram superados”, aponta.

Com o dinheiro do empréstimo – cerca de US$ 500 milhões – o que se espera é uma melhora geral no setor sucroenergético do Estado: “eu sei o quanto a situação está complicada, mas tenho tido a todos que é preciso ter um pouco mais de paciência. Qualquer atitude precipitada agora pode agravar a situação. Precisamos ver quais as usinas que vão moer nesta safra, com está a situação do mercado, para poder tomar a decisão na hora certa”, enfatiza.

Aumento de safra

A volta das chuvas na zona canavieira de Alagoas renovou as esperanças dos fornecedores de cana por uma safra com melhores resultados de produção.

“As perspectivas são positivas para a safra 16/17 já que as chuvas voltaram. Com isso, há a garantia de uma moagem melhor para o setor com previsão de crescimento em comparação ao ciclo 15/16”, afirmou Edgar Filho.

COMENTÁRIOS
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  1. OLIVEIRA

    Mais chuva, mais cana. Porém, o pagamento pela cana fornecida continua sendo adiado, sabe deus até quando. O banco suíço sabendo que os usineiros são “bons pagadores” toma as devidas precauções. Dar calote em banco não é tão simples quando dar calote em fornecedor. Não honrando os compromissos, na melhor das hipóteses, os usineiros terão que pagar multa e os devidos acréscimos legais aos banqueiros. Já o fornecedor, quando recebe é em doses homeopáticas e a correção monetária é considerada um palavrão. E haja otimismo!!!….

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