A disputa de 2018 em AL começa depois que as urnas forem abertas neste domingo
   1 de outubro de 2016   │     22:06  │  0

O destino político de 101 cidades de Alagoas será decidido neste domingo. Em Maceió, persiste a dúvida: a eleição pode acabar no primeiro turno, mas também pode ir para o segundo turno – uma decisão, que segundo o Ibope, está no limite do empate técnico.

Seja qual for o resultado na capital, eleitor alagoano terá traçado um novo quadro político neste 2 de outubro. Os resultados nas cidades do interior, vão ajudar um compor o novo cenário na política de Alagoas, iniciando o rearranjo das principais forças para as eleições de 2018.

Governador, senadores, deputados federais e estaduais trabalham para manter ou ampliar suas bases. Quatro deputados federais estão disputando a eleição. Apenas dois podem ser eleitos. Três estaduais também estão na disputa.

Independente do desempenho dos parlamentares, algumas vagas serão “abertas” na Câmara Federal. Seja qual for o resultado da eleição em Maceió, o deputado Cícero Almeida  já avisou que não disputa novo mandato para a Câmara. Outras vagas serão abertas com o enfraquecimento das bases de outros parlamentares. A mesma regra vale para a Assembleia Legislativa.

A grande disputa travada neste domingo, 2, no entanto se dará em torno do governo do Estado e das duas vagas para o Senado que estarão em disputa em 2018. Renan Calheiros, Benedito de Lira e Renan Filho, que vão as urnas na próxima eleição, trabalham para ampliar suas bases. Correndo por fora estão Teotonio Vilela Filho, Marx Beltrão, Ronaldo Lessa e Maurício Quintella. Os quatro tentam viabilizar uma candidatura ao Senado.

O governador Renan Filho, que vai à reeleição em 2018, deve identificar entre estes e outros nomes o seu futuro adversário.

Sem fato novo, Alagoas caminha para ter dois grandes grupos políticos em 2018, o que deve tornar a disputa pelo governo do Estado mais acirrada do que foi nas eleições de 2014.

As urnas, no entanto, devem trazer, além do novo cenário, um “recado” do eleitor. O alagoano dá sinais de cansaço e decepção com a política. O número de abstenções, votos em branco e nulo, tende a ser mais alto do que em pleitos anteriores. Quem conseguir decifrar mais cedo a “mensagem”, partirá na frente para tentar conquistar as mentes e corações dos alagoanos. Afinal, o que está em jogo é o poder.