Ministério Público Estadual quer barrar vaquejada em Palmeira dos Índios
   10 de novembro de 2016   │     16:25  │  0

O Ministério Público de Alagoas e a Defensoria do Estado ajuizaram uma ação para tentar impedir a vaquejada que se inicia hoje em Palmeira dos Índios.

Na ação é alegado que “os organizadores e participantes da vaquejada praticam atos que caracterizam maus tratos contra animais, uma vez que lhes causam sofrimento, principalmente quando ocorre o puxão da calda e a queda provocada pelo vaqueiro”.

Segundo o Grupo Miranda, que organiza o evento há 25 anos, um grupo de advogados apresentou na manhã desta quinta-feira (10) provas de que a vaquejada nada tem a ver com maus tratos e é, sim, uma atividade cultural pertinente aos valores nordestinos.

Para o presidente da Associação dos Vaqueiros do Brasil (AVAQ), Cícero Andrade, apenas quem não conhece a vaquejada tem esse posicionamento, acreditando que ocorra maus tratos. “É uma falta de conhecimento. A discussão em torno da vaquejada precisa ser ampla. No passado, existiam muitas coisas erradas. Atualmente, ela é regida por regulamentos que priorizam o bem estar tanto do vaqueiro quanto dos animais (boi e cavalo)”, explica Andrade.

Segundo o presidente da AVAQ, em Alagoas, do rebanho de 1,2 milhão de cabeças, apenas 100 mil bois correm vaquejada no período de um ano. “A corrida dura 10 segundos, o animal tem proteção de cauda e cai numa cama de areia que amortece a queda. Além de ser acompanhado por um médico veterinário todo o tempo”, atenta, lembrando que a vaquejada está para ser sancionada pelo presidente Temer como patrimônio cultural.

A decisão do juiz será liberada esta noite.

O MPE/AL divulgou release falando sobre o ajuizamento da ação. O link segue aqui.

(Da redação)