PEC do Orçamento Impositivo traduz “insatisfação” de deputados estaduais com governo RF
   14 de novembro de 2016   │     21:10  │  0

O governador Renan Filho está de volta a Alagoas. Ele retornou nesta segunda-feira, após dez dias fora do Estado, para o descanso pós-eleitoral. O resultado das eleições – tenha sido ou não o esperado pelo governo, especialmente nos grandes centros – já foi esquecido.

A dor de cabeça  que o governador terá, a partir de agora, é com peixes mais graúdos.

O clima que o governador vai encontrar na Assembleia Legislativa de Alagoas é, literalmente, de ebulição. E não apenas na oposição. A sua bancada emite claros sinais de insatisfação.

Se não colocar sua tropa de choque em campo rapidamente, Renan Filho terá de “engolir” a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo, que já é dada como certa.

PEC do Orçamento Impositivo, de autoria do deputado estadual Chico Tenório (PMN), só não será aprovada por um “milagre”. Promulgada, ela garante emendas impositivas de 1% do Orçamento pelo Legislativo – algo como R$ 82 milhões para 2017 ou R$ 3 milhões por cada um dos 27 parlamentares do Estado.

No ano passado, a mesma PEC foi retirada de  votação a pedido do governador, que alegou as dificuldades do começo da gestão. A relação como a Assembleia Legislativa não foi a esperada até agora, ao menos pelos deputados. Poucos tiveram alguma emenda aprovada pelo governo ou outros gestos de simpatia.

Aprovando a PEC, os deputados terão discurso para suas bases – especialmente num ano pré-eleitoral.

As queixas entre os deputados aumentam a cada dia, especialmente em meio a bancada governista. Nada que o governador não resolveu com espaços no governo e outros “afagos”. Resta saber se Renan Filho está disposto a reinventar a relação dom o Legislativo. Do contrário, pode enfrentar muitas dificuldades políticas pela frente.

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