Fornecedores de cana farão protesto em cooperativa contra atrasos de pagamentos
   18 de novembro de 2016   │     22:47  │  1

Um protesto pacífico, com objetivo de alertar a sociedade e empresas do setor sucroalcooleiro para as dificuldades dos fornecedores de cana, especialmente os produtores que não receberam pela matéria-prima entregue nas usinas.

O movimento que será liderado pela Federação de Agricultura de Alagoas e pela Asplana acontece na próxima segunda-feira, 21, a partir das 9h00, em frente a sede da CRPAAA ou “Cooperativa dos Usineiros”, em Jaraguá.

Até o começo deste ano o atraso era estimado em R$ 250 milhões. Em alguns casos, tem produtores que não receberam pela cana até de três safras.

A partir do começo desta safra, algumas usinas já quitaram todas as dívidas com os fornecedores. Este é o caso da Leão, de Rio Largo.

Todas as usinas já iniciaram o pagamento dos atrasados, com diferentes programações. Empresas como a Coruripe, Serra Grande e Uruba (Coopervales) estão em dia com os fornecedores. A situação mais difícil é das 9 usinas da CRPAAA. Ainda assim, a partir de esforço da Asplana, a cooperativa anunciou um cronograma que vai assegurar o pagamento de todos os débitos de até R$ 10 mil até a próxima semana.

Apesar disso, explica Edgar Filho, presidente da Asplana, o protesto é necessário para pressionar pelo pagamento de todos os produtores: “esse teto até R$ 10 mil atende apenas os menores fornecedores. Vamos pressionar para que a cooperativa defina um cronograma que atenda todo a categoria”, pondera.

O presidente da Faeal, que tem feito a interlocução do movimento dos produtores, adianta que o compromisso é realizar um protesto pacífico, sem causar prejuízos a sociedade: “os produtores querem apenas fazer um alerta, dar um recado que precisa ser ouvido pela sociedade e pelas empresas. Será um movimento organizado, pacífico e ordeiro”, adianta.

 

COMENTÁRIOS
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  1. Everton Omena

    Concordo com o protesto. Com fins pacíficos,
    A mesma atitude tem que ser tomada pelos ex-funcionários da Laginha Agro Industrial (Não coloco “Massa Falida”, pois a mesma tem bens que podem suprir os pagamentos das dívidas) em relação ao não pagamentos das ações judiciais e acordos realizados. Onde até o momento não foram cumpridos.
    Em mais um adiamento aceito pela Justiça Alagoana, será um adiamento da esperança dos ex-trabalhadores. Onde os mesmo estão passando dificuldades financeiras, fome e outras necessidades. E até quando isso irá ser protelado. Isso já chegou ao absurdo. E não vemos nenhuma luz no fim desse túnel!!!!!!!!

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