Seca castiga produtores da bacia leiteira: bagaço de cana chega a R$ 200
   24 de novembro de 2016   │     12:07  │  0

A situação dos produtores de leite do sertão de Alagoas é de desespero – literalmente.  A escassez de chuvas este ano é uma das maiores que se tem conhecimento na história. Como resultado, os criadores não conseguiram produzir nem estocar alimentos para os animais durante o inverno.

Mais de 10 mil produtores da região estão enfrentando dificuldades, até para conseguir água para a dessedentação os animais.

Com o agravamento da seca, a tonelada do bagaço de cana está chegando na região por R$ 200, sendo R$ 120 do material na usina e mais R$ 80 do custo do transporte.

Do ponto de vista nutricional, o bagaço é um alimento muito pobre para animais, especialmente gado leiteiro. A palhada de milho, que também é outra fonte fibra pobre, está saindo pro R$ 400 a tonelada

O produto só está sendo usado, revelam produtores da região, porque não existe outra alternativa: “sem alimentos como esse, para misturar com a palma, o gado não resiste”, explica Cícero Leite, agricultor familiar do município de Batalha.

A esperança de pequenos produtores da bacia leiteira é que o governo do estado comece a distribuição de bagaço de cana, como foi prometido pelo governador Renan Filho durante a Expoagro: “o pequeno produtor não tem como pagar pelo bagaço, por isso estamos dependendo do socorro do governo”, aponta Leite.

Ineditismo

A seca no agres e sertão de Alagoas é tão grave as lagoas de Pé Leve, em Arapiraca, e de Pai Mané, em  Cacimbinhas, secaram literalmente que pela primeira vez na história.

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