Renan Filho pediu estudo para dar aumento do servidor, diz Santoro
   6 de fevereiro de 2017   │     18:56  │  3

Em reportagem do jornal Valor Econômico dessa segunda-feira, 6, sobre o papel dos recursos da repatriação no aumento do superavit ou redução dos deficit dos estados, o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, aborda as dificuldades que o governo terá para conceder reajuste aos servidores públicos em 2017.

O maior problema, explica Santoro, é o “teto” para crescimento de despesas, imposto no acordo de renegociação da dívida dos estados com a União. O limite para aumento de gastos é a inflação do ano anterior – de 6,29%.

O secretário da Fazenda lembra que a folha deve registrar, este ano, um “crescimento vegetativo” de ao menos 3%, o que dificulta, mas não impede reajuste dos servidores.

“O teto não se resume aos gastos da folha de pessoal. O teto é sobre toda a despesa corrente. Além disso, estamos conversando com o Tesouro Nacional, para tirar algumas dúvidas importantes. Precisamos saber se o cálculo será feito em cima das despesas empenhadas ou liquidadas, o que pode fazer muita diferença na conta final”, avalia Santoro.

O secretário adianta que o governador Renan Filho encomendou um estado às secretarias da Fazenda e do Planejamento e Gestão sobre a viabilidade de concessão do reajuste para o funcionalismo estadual: “estamos fazendo uma estimativa real do crescimento da receita, a projeção do crescimento vegetativo da folha e outros cálculos para apresentar ao governador. A partir desses números, que ficarão prontos nas próximas semanas, ele vai decidir qual o percentual do reajuste”, aponta Santoro.

COMENTÁRIOS
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  1. Justiça para Alagoas

    Se o aumento for dado em cima do subsidio, caracterizará um roubo em cima do servidor público, pois o salário mínimo hoje é de R$ 937,00, sendo que os servidores da saúde que ganhavam o mínimo através de complemento constitucional, sendo que o desconto do AL Previdência é em cima de R$ 937,00, mas o aumento que se dá é em cima de R$ 833,00 e não dos R$ 937,00, pois a diferença para dos R$ 833,00 para os R$ 937,00 eles usam o complemento constitucional, o qual não recebe aumento. Exemplo: 833 + 10% = 916,30, se o aumento for dado em cima do minimo 937 + 10% = 1030,70, uma diferença de 114,40, que ficarão nos cofres do Estado e o Governador sairia de “bonzinho” pois deu um aumento. MENTIRA. Quero meu salário de 937 no contra-cheque sem complemento constitucional JÁ.

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  2. Nunes

    O que me intriga, é saber que esse secretário tão zeloso pelas contas do Estado de Alagoas, fez parte da equipe de Sérgio Cabral que faliu o Estado do Rio de Janeiro

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  3. carlos ferro

    Caro Edvaldo!
    Fico triste com a situação dos servidores do executivo,95% ganham miséria,menos de 3 salários mínimos.Uma minoria de apadrinhados consomem toda folha do executivo.Como você explicar a um servidor da saúde nível superior 40 horas que um delegado de policia,fiscal de rendas,peritos,procurador de estado etc ganham R$:20.000,00 em média e ele também nível superior ganha R$:2.500,00.O correto era o governo dá um reajuste maior a quem ganha menos.exemplo:de 1 a 5 salários 15% de reajuste.de 5 a 10 salários 10% .Acima disso 5%.Ficaria uma coisa mais justa.Não adianta dá 5% de reajuste a quem ganha R$:1.000,00 isso é porcaria.

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