Téo Vilela quer Rui disputando governo, mas faz mistério sobre o próprio futuro
   15 de fevereiro de 2017   │     13:07  │  1

Desde que deixou o Palácio dos Palmares, em 31 de dezembro de 2014, o ex-governador Teotônio Vilela Filho tem se mantido tão discreto quanto lhe é permitido.

O presidente do PSDB de Alagoas, apontado como “candidato natural” ao Senado em 2018, segue evitando aparições públicas e fazendo mistério sobre o seu futuro político.

Não existe possibilidade de uma candidatura minha ao governo de Alagoas. Se eu for candidato em 2018, será ao Senado”, aponta.

E não será? “Só vou tomar essa decisão no próximo ano, mais próximo do calendário eleitoral”, assegura.

Mesmo não confirmando a candidatura, Téo Vilela continua atuando intensamente nos bastidores da política alagoana. Ele acaba de anunciar a formação de uma chapa com seis fortes candidatos a deputado federal pelo PSDB em 2018, como antecipado aqui (Pedro Vilela, Rodrigo Cunha, Jorge Dantas, Tereza Nelma, Jarbinhas Omena e Gilvan Barros).

O ex-governador também tem estimulado o prefeito de Maceió, Rui Palmeira a se lançar numa disputa contra Renan Filho em 2018: “o nome dele é natural nessa disputa. O Rui sofrerá uma grande pressão para lançar sua candidatura ao governo. Mas ele já me disse que não vai decidir isso agora. Só no ano que vem”, pondera.

Além de manter um escritório político em Maceió, Téo Vilela também faz “costuras” políticas e mantém conversas permanentes com aliados eventuais e até com eventuais adversários – a exemplo do senador Renan Calheiros (PMDB).

Não é só. O ex-governador também tem atuado para ajudar nos negócios da família e trabalha, “silenciosamente”, com a ajuda do governador Renan Filho e do senador Renan Calheiros, para tentar viabilizar o empréstimo internacional – entre outras ações – que pode trazer um grande alívio para as empresas do setor sucroalcooleiro de Alagoas.

Toda a ação se passa longe das “multidões” e das câmeras. Na campanha eleitoral de 2016, o ex-governador só esteve em oito dos 18 municípios em que o PSDB venceu as eleições para prefeito. O horário eleitoral do partido, que será exibido na TV nas próximas semanas, será ocupado, por exemplo por parlamentares do partido – caso dos deputados estaduais Gilvan Filho e Val Gaia. “Melhor que eles ocupem o espaço, até porque serão candidatos no próximo ano. Eu ainda não me decidi”, resume.

E porque esse quase anonimato público? “Prefiro assim”, traduz em tom de mistério o político que passou 20 anos no Senado e oito anos no Palácio dos Palmares.

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